No mundo sensível encontra-se, portanto, o corpo sensível, que apresenta profunda ambiguidade: de um lado designa o corpo sentido, visto, sonoro, de doce odor de mel como o pedaço de cera de
Descartes, mas esse corpo sentido pressupõe sempre um outro corpo que o sente, o toca, o ouve e o vê, remetendo do corpo-objeto ao corpo-sujeito dotado dos poderes fundamentais de ver, tocar, ouvir e mover-se, isto é, de um corpo dado a um corpo doador