*bheu-/*bhi (brotar, crescer),
* *wes- (habitar, demorar-se), presente em wesen, gewesen, anwesend, abwesend.
* Wesen significa originariamente o demorar-se e durar como presença, o vir à presença e sair dela.
* Questão do Wesen des Seyns não é questão da essência do Ser, mas do séjour, demeure, habitation do Ser, seu modo de desdobramento durativo.
* Diferença decisiva: Das Seiende “ist”. Das Seyn aber “west”. (O ente é. O Estre, porém, *west).
* Proposta de tradução: die Wesung des Seyns por l'aîtrée de l'Estre.
* Aîtrée é neologismo francês, formado com sufixo -ée (como em durée, entrée) sobre o radical do antigo vocábulo aître.
* Aître (do latim atrium) significa pátio, lar, casa, mansão, lugar de habitação; por metonímia, a casa toda com suas dependências.
* Etimologia popular confunde aître com âtre (lareira), revelando experiência imemorial da habitação.
* Em aître ressoam as noções de séjour, demeure, habitation, ligadas à etimologia de wesen.
* Permite pensar topologicamente: a aîtrée de l'Estre é o movimento, o processo movimentado da dispensação do Estre no Ereignis.
* O Estre *aître (em vez de simplesmente être), desdobra o espaço e a duração de seu próprio séjour.
* O être-le-là humano é o lugar (o aître) onde o Estre pode ter aître.
* Consequências da tradução de Wesen por aître.
* Das “Wesen” des Daseins em Ser e Tempo (p.42) deve ser lido como L'“aître” de l'être-le-là réside dans son existence, e não como essência.
* A frase Das Seyn west als Ereignis torna-se L'Estre aître comme Événement.
* O clivagem ist/*west (é/*aître) corresponde à diferença ontológica.