O projeto inicial de desvelar o sentido temporal do ser a partir da temporalidade extática do Dasein encontra uma reorientação crítica ao atingir a finitude radical da existência, a qual força um reexame da estrutura da ontologia fundamental não como falha, mas como aprofundamento da indagação filosófica.
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Transição das êxtases do Dasein para a temporalitas do ser.
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Sentido do questionamento como retorno ao caminho da interrogação.
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Distinção entre revogação do trabalho e radicalização do pensamento.
A elevação da finitude a pedra angular da investigação filosófica gera um paradoxo quanto à pretensão de verdade, exigindo o reconhecimento de que a explicitação da finitude deve permanecer ela mesma finita e não pode assumir um estatuto absoluto.
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Contradição entre o estatuto absoluto de um princípio e seu conteúdo de finitude.
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Referência à análise contida no livro sobre
Kant.
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Necessidade de uma fundamentação não absoluta para a metafísica.
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Reconhecimento da pluralidade de caminhos possíveis.
A admissão de que a investigação é afetada pela própria finitude abre a possibilidade para vias de acesso alternativas à coisa da filosofia, culminando em uma reflexão crítica sobre a objetivação do ser que desafia a viabilidade de todo o projeto da ontologia fundamental.
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Multiplicidade de caminhos para a coisa filosófica.
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Conexão com o curso de 1927 sobre os problemas da fenomenologia.
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Antecipação das temáticas de Tempo e Ser.
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Questionamento da objetivação do ser como pré-requisito da tematização.
A tentativa de objetivação do ser através de um horizonte projetivo revela-se inerentemente instável e sujeita a interpretações errôneas inevitáveis enraizadas na existência histórica do Dasein, sugerindo que uma não-verdade fundamental coexiste com toda intelecção autêntica.
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Incerteza quanto à direção da projeção do ser.
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Velamento da temporalidade e da temporalitas.
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Prevalência de compreensões equívocas sobre a transcendência em vez de total ignorância.
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Necessidade de atravessar o erro para alcançar os fenômenos autênticos.
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Risco de a projeção ontológica degenerar em projeção ôntica.
A consciência crítica sobre a copresença da não-verdade em toda compreensão constitui um aviso específico contra a tendência objetivante do projeto da temporalitas, questionando a pressuposição de que o ser possui uma estrutura inteligível acessível à apreensão humana.
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Interpretação do texto de 1927 como aviso autocrítico.
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Crítica à projeção do ser sobre o horizonte da compreensibilidade.
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Questionamento sobre o caráter sensato do ser.
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Possibilidade de o ser escapar à rede conceitual de Ser e Tempo.
A busca pelo sentido do ser enfrenta um impasse estrutural na medida em que o ato de compreender tende a reificar seu objeto, ameaçando violar a diferença ontológica ao reduzir o ser ao estatuto de ente através do próprio processo de tematização.
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Risco de conversão do ser em um algo ou objeto.
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Incompatibilidade entre o projeto de objetivação e a diferença ontológica.
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Caráter subjetivo da projeção de inteligibilidade.
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Potencial recusa em se deixar interpelar pelas múltiplas manifestações do ser.
A persistência da pergunta pelo sentido do ser indica a sobrevivência de uma abordagem subjetiva que posiciona o ser dentro de um horizonte de domínio, contradizendo a definição posterior da Kehre como o abandono da subjetividade.
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Localização do ser sob a garra da compreensão.
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Definição da virada na Carta sobre o Humanismo.
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Abandono incompleto da subjetividade em Ser e Tempo.
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Necessidade de transformação na relação entre pensamento e ser.
A virada ontológica constitui um evento intrínseco à própria coisa da filosofia, desencadeado pela radicalização da finitude que revela que o ser se retira à apreensão conceitual e compele o pensamento a passar da busca pelo sentido para a experiência da verdade como retraimento.
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Distinção entre mudança de ponto de vista do filósofo e evento no Sachverhalt.
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Fracasso da ambição de capturar o ser através da clareza do conceito.
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Agência do ser no processo da virada via retraimento.
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Equivalência e deslocamento dialético entre sentido do ser e verdade do ser.
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Transição para o desvelamento do velamento da verdade.
A delimitação do lugar da virada filosófica exige uma abordagem que identifique a transição do pensamento em direção a uma receptividade à verdade do ser, mesmo sob o risco de transgredir os limites tradicionais da comunicabilidade.
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Entrega do pensamento à verdade do ser.
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Risco de rompimento das fronteiras do sentido.
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Foco metodológico na localização do ponto de inflexão.
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Recusa em replicar a quebra de limites na própria exposição.
A transição originalmente planejada na arquitetura de Ser e Tempo da temporalidade existencial para a temporalitas do ser falha em superar o ponto de partida subjetivo, necessitando de uma inversão mais radical onde o poder de abertura se desloca do Dasein para o próprio ser.
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Distinção entre a reversão planejada e a Kehre efetiva.
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Persistência de esquemas horizontais derivados do sujeito.
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Impotência da subjetividade moderna diante do mistério do ser.
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Caráter histórico do poder de possibilitação.
O questionamento definitivo da subjetividade ocorre durante a elaboração da terceira seção inédita de Ser e Tempo, onde o conflito interno entre o método transcendental e a nova problemática da Aletheia leva ao abandono do plano original.
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Substituição da transição programática por uma virada radical.
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Impacto da radicalização da finitude na arquitetura do projeto.
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Luta entre modos de interrogação nas lições posteriores a 1927.
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Caráter sintomático da crítica ao horizonte de compreensibilidade.
A reorientação teórica envolve o abandono explícito do conceito de horizonte como ferramenta adequada para a questão do ser, ruptura documentada por anotações marginais que propõem a superação do horizonte como tal.
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Rejeição do conceito de horizonte essencial à investigação anterior.
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Referência à nota marginal no plano de Ser e Tempo.
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Introdução da noção de diferença transcendental.
A adoção da diferença ontológica como princípio norteador da investigação exige a renúncia ao cerco do ser dentro de um horizonte de compreensão, demandando um pensamento que se mantenha na separação radical entre ser e ente.
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Distinção entre diferença ontológica e diferenças teológica ou transcendental.
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Centralidade da diferença no curso de 1927.
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Rejeição da transformação do ser em objeto.
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Escuta do retraimento do ser.
A obsolescência do conceito de horizonte sinaliza o desmoronamento da pretensão subjetivista de domínio sobre o fenômeno, inaugurando um movimento de conversão ou retorno à origem entendida como religação à fonte do ser.
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Autocrítica quanto aos esquemas horizontais da temporalitas.
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Implicação da queda do subjetivismo.
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Interpretação de Umkehr como retorno à origem.
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Conexão etimológica com re-ligio como apego ao ser.
A reabilitação semântica do conceito de presença na filosofia tardia contrasta com sua caracterização negativa no período anterior, designando um novo modo de manifestação do ser que emerge da origem.
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Centralidade do termo Anwesen nos escritos tardios.
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Deslocamento da concepção estática de presença para um sentido dinâmico.
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Conexão com a conferência Tempo e Ser.