A oscilação terminológica na obra de Martin Heidegger, que ora identifica o Dasein ao tempo e ora apresenta a temporalidade como condição ou isolamento, sinaliza as aporias de um projeto transcendental enraizado na facticidade hermenêutica.
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Variação nas definições da relação entre Dasein e tempo.
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Emergência da concepção do tempo como fator de isolamento em 1930.
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Conflito entre a ambição transcendental e a radicalização da finitude existencial.
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Questionamento sobre a capacidade do Dasein de superar sua facticidade para alcançar suas condições de possibilidade.
A consciência de Martin Heidegger sobre o caráter arriscado de suas investigações temporais reflete-se na retomada das perplexidades de
Agostinho e Immanuel Kant diante da obscuridade e insaisissabilidade do fenômeno do tempo.
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Citação frequente das dificuldades de definição do tempo e do esquematismo.
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Contraste entre a segurança habitual do pensamento heideggeriano e a hesitação no tratamento do tempo.
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Caracterização do tempo como enigma refratário à apreensão conceitual.
A recapitulação do percurso investigativo expõe a tentativa de romper o círculo ontocronológico da metafísica através da analítica do Dasein, restando a questão de como a temporalidade existencial conduz à temporalidade do próprio ser.
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Crítica à redução do ser do tempo ao instante na metafísica.
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Função da decomposição da estrutura do cuidado.
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Indagação sobre a ponte entre a temporalidade humana e o caráter temporal do ser.
A distinção terminológica entre Temporalität e Zeitlichkeit justifica-se pela intenção de evocar, através do latim, a tradição medieval dos transcendentais e sugerir a autonomia ontológica da temporalidade do próprio ser.
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Escolha deliberada de termo latino para a nova problemática.
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Associação do latim com a ontologia medieval e a doutrina dos transcendentais.
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Fascínio de Martin Heidegger pela ideia de existência autônoma do ser.
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Tradução proposta de Temporalität por temporalitas.
A tarefa fundamental da ontologia de interpretar o ser a partir do tempo exige a elaboração da temporalitas do ser, distinta da temporalidade existencial, como resposta concreta à questão do sentido do ser.
A ausência da temática da temporalitas nas seções publicadas de Ser e Tempo indica que sua exposição estava reservada para a terceira seção inédita, intitulada Tempo e Ser, conforme o plano original da obra.
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Localização da problemática na arquitetura planejada do livro.
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Divisão do tratado em duas tarefas fundamentais.
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Limitação do texto publicado à interpretação do Dasein.
A reconstrução do conteúdo da seção perdida de Ser e Tempo torna-se viável através da análise do curso de 1927 sobre os problemas fundamentais da fenomenologia, explicitamente identificado por Martin Heidegger como uma nova elaboração daquela temática.
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Perda do manuscrito original da terceira seção.
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Importância do curso de 1927 na edição completa das obras.
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Notas marginais e remissões do autor que vinculam o curso ao projeto original.