O balanço da análise preliminar indica que a finitude, embora ausente da fundação introdutória, sustenta o projeto de liberdade da existência autêntica e tende a suplantar a própria noção de autenticidade na evolução do pensamento heideggeriano.
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Ausência nos conceitos fundadores iniciais.
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Centralidade na segunda seção referente à autenticidade.
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Proporção inversa entre a radicalização da finitude e a ênfase na autenticidade.
A dependência da finitude em relação à escolha da autenticidade em Ser e Tempo suscita questionamentos sobre a existência de uma finitude mais originária e involuntária que antecederia qualquer deliberação do sujeito.
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Caracterização da finitude como fruto de uma escolha existencial.
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Dúvida sobre o caráter eletivo da temporalidade.
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Precedência do projeto-jogado sobre o projeto projetante.
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Possibilidade de uma decadência total e irrevogável.
A radicalização da finitude empreendida após a publicação de Ser e Tempo reconfigura a ontologia fundamental ao transformar a autenticidade em serenidade e ao conferir centralidade às problemáticas do nada e da errância.
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Impulso gerado pelas dificuldades do modelo voluntarista.
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Reinterpretação da inautenticidade como errância ontológica.
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Deslocamento da posse ou Besitz para o favor ou Gunst na relação com o ser.
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Impacto da radicalização na emergência da virada filosófica.