Emoções - sentimentos

FUCHS, Thomas. Para uma psiquiatria fenomenológica: ensaios e conferências sobre as bases antropológicas da doença psíquica, memória corporal e si mesmo ecológico. Tradução de Marco Antônio Casanova. Rio de Janeiro: Via Verita, 2018 (2ª ed., 2026).

Emoções incorporadas

Como sentimento e corpo vital estão em conexão

1. As emoções figuram entre os fenômenos mais complexos da psique humana, o que se reflete na multiplicidade de teorias divergentes e nas tentativas de reduzi-las a modelos simples, como a teoria de James e Lange, segundo a qual a emoção não passa da sensação de transformações fisiológicas do corpo, concepção contraintuitiva, já que se pode tremer de frio sem emoção alguma, e falha por desconsiderar o conteúdo intencional, isto é, o objeto ou o ensejo a que os sentimentos se dirigem.

2. A teoria oposta, de cunho cognitivista, mostra-se igualmente unilateral ao conceber as emoções como atos de avaliação de uma situação, compostos pela ligação entre crença e desejo, reduzindo a experiência corporal a uma qualidade acessória e perdendo de vista o aspecto vivencial, a qualidade fenomenal, a subjetividade e o caráter autoafetante dos sentimentos, nos quais está sempre em jogo o próprio si mesmo pressentido no corpo vital.

3. Impõe-se, assim, a questão fundamental acerca do nexo entre sentimento e corpo vital, isto é, se os sentimentos são propriamente estados corporais ou, antes, cognições, entendidas como um tipo particular de percepção avaliativa de uma situação.

4. O paradigma da corporificação, segundo o qual toda experiência humana é fundamentalmente corporal, penetrou na última década na psicologia social e das emoções, e inúmeras pesquisas demonstraram que as emoções não apenas se ligam inseparavelmente a sensações, posturas, gestos e expressões mímicas, mas que tais estados corporais influenciam inconscientemente a percepção e a avaliação emocional de pessoas e situações.

5. Participantes de experimento recordam mais acontecimentos negativos da própria vida quando assumem uma postura corporal abatida e mais acontecimentos positivos quando mantêm uma posição ereta, conforme demonstrado por Riskin em 1984.

6. A contração dos músculos do riso, provocada por uma caneta mantida entre os dentes, leva os participantes a considerar desenhos animados mais engraçados do que quando o riso é bloqueado pela caneta mantida entre os lábios, segundo a descoberta de Strack, Martin e Stepper em 1988.

7. Ideogramas chineses são avaliados como mais positivos durante a contração do braço, movimento de aproximação, do que durante sua extensão, movimento de afastamento, de acordo com os resultados relatados por Cacioppo e colaboradores em 1993.

8. Imagens de pessoas evocam uma impressão mais calorosa quando se segura uma xícara de café quente do que quando se segura um café frio, de modo que o calor físico se converte em calor interpessoal, como demonstraram Williams e Bargh em 2008.

9. Inversamente, a experiência prévia de exclusão de um grupo faz com que a temperatura de um quarto seja percebida como mais fria, de modo que o frio interpessoal também é sentido como frio físico, conforme mostraram Zhong e Leonardelli em 2006.

10. O gesto literal de lavar as mãos em sinal de inocência pode diminuir significativamente sentimentos de culpa ou de pecado e exercer influência atenuante sobre o próprio juízo moral, como atesta uma série de estudos.

11. A injeção de toxina botulínica nos músculos da testa responsáveis pelo franzir dificulta a compreensão de conteúdos semânticos negativos durante a leitura, como uma crítica, uma vez que tal compreensão é normalmente apoiada por um leve franzir, ao menos subliminar, conforme demonstraram Havas e colaboradores em 2010.

12. Esses e outros resultados semelhantes de pesquisa admitem uma síntese em duas proposições gerais acerca da relação entre estados corporais e vida emocional.

13. A adoção de posturas emocionais específicas, de expressões mímicas ou de gestos correspondentes favorece as emoções pertinentes e influencia subliminarmente preferências, avaliações e posicionamentos diante de objetos ou pessoas.

14. Inversamente, o bloqueio dos movimentos expressivos emocionais prejudica tanto a vivência das emoções correspondentes quanto a elaboração dos sinais emocionais do entorno a elas pertinentes.

15. A pesquisa empírica atesta a ampla influência da incorporação sobre a vida sentimental, embora ainda não esteja claro como compreendê-la em detalhe, o que exige esclarecer o fenômeno da emoção passo a passo, considerando primeiro seus diversos aspectos, integrando-os depois numa concepção corporificada e orientada para a ação e aplicando-a, por fim, à empatia entendida como interafetividade corporificada.

O que são sentimentos?

1. Numa primeira aproximação, os sentimentos podem ser concebidos como respostas afetivas a acontecimentos significativos para uma pessoa, que evocam transformações corporais acentuadas e motivam comportamentos específicos, cabendo examiná-los sob os aspectos da intencionalidade afetiva, da ressonância corporal, da tendência para a ação e da função.

(a) Intencionalidade afetiva

1. As emoções caracterizam-se pela intencionalidade, referindo-se a pessoas, objetos, acontecimentos e situações do mundo, e constituem formas de percepção atentas a qualidades que conferem significado e importância às situações, à maneira das valências de Kurt Lewin, de sorte que coisas e pessoas aparecem como interessantes ou entediantes, atraentes ou repulsivas, amistosas ou ameaçadoras, e sem emoções o mundo seria desprovido de sentido, nada atrairia, repeliria ou motivaria à ação.

2. Essa doação de sentido inclui um componente valorativo que não pode ser entendido como convicção proposicional, pois do contrário crianças pequenas e animais sem linguagem não teriam emoções, nem como juízo meramente cognitivo, pois nas emoções o próprio sujeito é afetado, de modo que a intencionalidade afetiva possui dupla natureza, abrindo ao mesmo tempo a qualidade valorativa da situação e a constituição de quem sente diante dela, unindo indissoluvelmente o sentir algo e o sentir a si mesmo.

(b) Ressonância corporal

1. As qualidades afetivas de uma situação são sempre vivenciadas numa ressonância corporal que abrange sensações locais ou difusas de calor, frio, tremor, dor, tensão, relaxamento, contração ou expansão, correspondentes tanto a ativações do sistema nervoso autônomo quanto a movimentos musculares, sendo o rosto, o peito e o ventre campos especialmente ricos dessa ressonância, como mostra o luto vivido como tensão nos olhos, aperto na garganta e no peito ou onda dolorosa que percorre o corpo inteiro.

2. O corpo funciona, segundo a fórmula de William James, como uma caixa de ressonância extremamente sensível na qual cada emoção ressoa, e as sensações corporais retroagem imediatamente sobre a emoção, intensificando-a, razão pela qual não devem ser tratadas como subprodutos secundários, mas como o próprio meio da intencionalidade afetiva, já que temer é impossível sem tensão, tremor, batimento cardíaco acelerado e tendência ao recolhimento.

3. Contra as teorias tradicionais do appraisal, que fazem a avaliação anteceder as alterações corporais, a perspectiva corporificada atribui ao próprio corpo e às suas sensações de fundo a geração dessa avaliação, configurando um appraisal incorporado, como quando a subida de uma montanha parece mais íngreme ao cansado em razão da discrepância entre capacidade corporal e tarefa, de modo que o corpo que sente e se move é o meio da ligação emocional com o mundo e os sentimentos são direcionalidades corporais para valências afetivas percebidas.

© Tendência para a ação

1. A ressonância corporal dos sentimentos envolve todo o corpo móvel e não apenas o sistema nervoso autônomo ou a expressão facial, pois o temor inclui o ímpeto de fugir ou esconder-se, e a própria etimologia de emoção, derivada do latim emovere, mover para fora, indica um potencial intrínseco de movimento dirigido a uma meta, o que levou Frijda a caracterizar as emoções como prontidões para a ação, classificadas segundo padrões como aproximação, evitação, estar junto, rejeição, dominância e submissão.

2. Kafka e De Rivera distinguiram quatro movimentos basais da emoção, que estruturam as relações afetivas entre o si mesmo e o outro.

3. O primeiro consiste no movimento do si mesmo em direção ao outro, presente por exemplo na simpatia e no luto.

4. O segundo consiste no movimento do outro em direção ao si mesmo, presente por exemplo no desejo e na cobiça.

5. O terceiro consiste no movimento de afastamento do outro para além do si mesmo, presente por exemplo no nojo e na ira.

6. O quarto consiste no movimento do si mesmo para longe do outro, presente por exemplo no medo.

7. Esses quatro movimentos fundamentais ligam-se aos gestos de dar, reter, afastar e fugir e a sensações corporais de extensão ou concentração, distensão ou tensão, abertura ou fechamento, como a expansão e o arremesso contra o objeto na ira ou a distensão e o fluir na simpatia, de modo que as emoções são direções possíveis de movimento que não precisam realizar-se no espaço físico, pertencendo antes a um espaço vivido e sentimental que envolve o sujeito não menos que o espaço físico.

(d) Função

1. As emoções arrebatam e interrompem o curso da vida para comunicar o que é significativo e exige reação, transformando o campo de relevâncias e valores, obrigando à revisão de planos e convicções, oferecendo orientação fundamental sobre metas e prioridades e prescrevendo um espectro e uma direção de respostas possíveis, já que ressonância corporal e ativações musculares preparam para o ataque na ira, para a fuga no temor, para o esconder-se na vergonha e para a aproximação no amor, podendo ser concebidas como percepções corporalmente sentidas de uma transformação significativa do mundo vivido que convocam simultaneamente à ação.

Uma concepção corporificada e ecológica das emoções

1. Os componentes até aqui examinados podem ser integrados num modelo corporificado e ecológico das emoções, articulado em proposições sucessivas.

2. As emoções são formas específicas de direcionamento corporal de um sujeito para qualidades e valências afetivas de uma situação, abarcando sujeito e situação sem poder ser localizadas na pessoa, em sua psique ou em seu cérebro, como mostra a vergonha, em que os olhares depreciativos dos outros são sentidos como afecção corporal dolorosa e corrosiva e a desvalorização se estende para além do corpo de quem sente, abrangendo a situação como um todo.

3. As emoções envolvem dois componentes de ressonância corporal, um voltado para dentro e outro voltado para fora.

4. O componente centrípeto ou afetivo consiste em ser afetado, movido ou tocado por um acontecimento por meio de sensações corporais diversas, como o rubor e o ardor da vergonha.

5. O componente centrífugo ou emotivo consiste numa prontidão para a ação com tendências e direções específicas de movimento, como, na vergonha, a tendência a evitar o olhar alheio e a querer enterrar-se no chão, pois nas emoções se é movido a mover-se, segundo a formulação de Sheets-Johnstone.

6. Os sentimentos podem ser compreendidos como interações circulares ou laços de retroalimentação entre afecção e emoção, nos quais ser tocado pelas qualidades afetivas de uma situação desencadeia uma ressonância corporal que, inversamente, influencia a percepção emocional da situação e envolve a correspondente prontidão para a ação, consistindo a intencionalidade afetiva nesse acontecimento circular mediado pela ressonância do corpo que sente.

7. A ressonância corporal atua como meio do ser tocado afetivamente, impregnando e dando o tom da percepção da situação sem necessariamente aparecer em primeiro plano, constituindo, nos termos de Polanyi, o componente próximo que recua ao fundo da consciência em favor do componente distante, a situação percebida, à semelhança do tato, que é ao mesmo tempo sensação de si e da superfície tocada, ou do homem subliminarmente sedento que só nota sua sede quando um riacho próximo lhe chama a atenção.

8. A modificação da ressonância ou da capacidade de interpelação do corpo vital altera correspondentemente a percepção afetiva, o que constitui a base comum dos estudos sobre corporificação e sentimentos, já que a falta de ressonância, como após a toxina botulínica, prejudica a percepção afetiva, enquanto determinadas sensações ou movimentos, como segurar uma xícara de café quente, a favorecem, evidenciando a influência mútua entre os componentes do círculo sentimental de afecção, intenção e emoção.

9. Esse último ponto tem significado psicopatológico e psicoterapêutico particular, pois as emoções podem ser influenciadas não apenas por meios cognitivos, mas também pela diminuição ou elevação da ressonância corporal, seja na defesa corporal habitual, em que emoções desconfortáveis são contidas por contratensões, lábios cerrados, músculos retesados e posturas rígidas muitas vezes inconscientes e adquiridas cedo como hábito, seja na intensificação e diferenciação de emoções vagas pela atenção cuidadosa às sensações corporais e tendências cinéticas, tornando-as acessíveis à explicitação verbal na psicoterapia.

10. A perturbação da ressonância corporal e a perda geral da capacidade de reação do corpo caracterizam também a depressão grave, cujo enrijecimento conduz à surdez emocional, à apatia e à despersonalização, fazendo desaparecer as qualidades afetivas e as atmosferas do entorno, de modo que os pacientes já não conseguem ser tocados por coisas, situações ou pessoas, queixam-se de uma indiferença atormentadora, como no relato autobiográfico de Solomon sobre a perda do sentir que contaminara todas as suas relações, e vivenciam-se separados do mundo e do espaço interafetivo partilhado com os outros.

Interafetividade

1. Por envolverem prontidões corporificadas para a ação, os sentimentos possuem, na esfera da sociabilidade, natureza essencialmente relacional, caracterizada por movimentos em direção aos outros ou para longe deles, e não são sentidos apenas internamente, mas tornam-se visíveis pela expressão e pelo comportamento como indícios de ações corporais possíveis, de modo que a expressão mímica ou gestual retroage sobre o próprio sentimento e induz processos interafetivos, nos quais o corpo é afetado pela expressão emocional alheia e experimenta a cinética e a intensidade das emoções do outro nos próprios impulsos e sensações.

2. As emoções implicam, desse modo, dois componentes de ressonância ou retroalimentação corporal, um referente ao próprio corpo e outro referente à interação.

3. O primeiro componente é a autorressonância do próprio corpo vivo, constituída por sensações proprioceptivas e interoceptivas.

4. O segundo componente é a ressonância interativa ou intercorporal, que surge da interação corporificada entre dois parceiros.

5. Em cada encontro social ligam-se, assim, dois círculos de afetividade corporificada, de modo que as valências e ressonâncias afetivas dos parceiros se modificam continuamente umas às outras, processo complexo que pode ser concebido como a base corporal da empatia e do comportamento social.

6. Quando uma pessoa A expressa mímica ou gestualmente um sentimento como a ira, seu parceiro B o percebe já ao primeiro olhar sem saber dizer como, porque à ira de A corresponde um estado corporal determinado, sentido como tensão no rosto, aspereza da voz e excitação do corpo, cuja ressonância arrebata A e, por sua vez, intensifica o sentimento.

7. Essa ressonância do corpo de A torna-se visível para B e traduz-se nele numa impressão corpóreo-emocional, de modo que o olhar sombrio, a voz áspera e os gestos ameaçadores desencadeiam em B tensão desagradável, sobressalto e tendência a retirar-se, assim como diante de um rosto sorridente se imita inconscientemente o riso ao menos por leve ativação muscular, tendência confirmada no nível neuronal pela descoberta dos neurônios-espelho, de sorte que a expressão se converte em impressão ligada a uma sutil ressonância do próprio corpo e B sente A literalmente em seu corpo.

8. Esse estado não perdura, pois a impressão e a reação de B convertem-se por sua vez em expressão para A, num jogo alternante que transcorre em frações de segundo e modifica constantemente o sentimento corporal, rápido demais para que os sinais se tornem conscientes enquanto tais, emergindo antes nos parceiros uma impressão integral do outro, de sua tonalidade afetiva e da atmosfera ou química específica do encontro.

9. Para isso não se requer teoria da mente, leitura da mente ou mentalização, pois a percepção social primária não se baseia na modelagem interna dos estados alheios por um observador isolado, mas na ligação de dois sujeitos corporificados numa intercorporeidade e numa interafetividade comuns, em que a ressonância corporal intermedeia a percepção emocional do outro e compreendê-lo emocionalmente significa primariamente encontrá-lo numa comunicação não verbal e intercorporal.

10. Num jogo de futebol, em que um jogador vê outro erguer os braços de alegria por um gol, o paradigma cognitivista dominante supõe que o corpo alheio seja representado no cérebro e processado por um módulo de teoria da mente, de modo que a percepção social ocorreria em cada cérebro isoladamente, ao passo que a concepção corporificada considera a dinâmica circular entre sujeitos ligados por olhares, gestos e direções de ação alternantes, na qual o jogador vivencia empaticamente o outro como alegre porque este desencadeia nele ressonâncias e impulsos condizentes, incorporando-o em seu esquema corporal como corpo que se poderia abraçar, o que pode levá-lo de fato a abraçá-lo e partilhar a alegria.

11. Dispensam-se teoria da mente e simulação interna porque não há nesse modelo cisão estrita entre dentro e fora, como se um estado mental oculto produzisse indícios externos a serem decifrados, já que a alegria de A é inseparável de sua ressonância corporal e B percebe o corpo de A sempre como corpo vivo expressivamente animado, e também o desenvolvimento das emoções na primeira infância, realizado predominantemente no contato com adultos, mostra que os sentimentos não são estados internos individuais a decodificar nos outros, mas primariamente vivências comuns partilhadas numa ressonância intercorporal.

Resumo

1. Enquanto o paradigma neurocognitivista dominante localiza as emoções na cabeça ou no cérebro, a concepção da incorporação as entende como fenômenos que articulam corpo vivo, si mesmo e mundo, vivências que se estendem espacialmente para além do corpo e resultam da interação circular entre afecção e emoção, isto é, entre as qualidades afetivas percebidas da situação e a ressonância corporal pela qual são vivenciadas em sensações, posturas, expressões, gestos e tendências de movimento, funcionando o corpo vivo, por sua ressonância, como meio da afetividade.

2. Por meio da afecção e da emoção, os sentimentos revelam o significado que pessoas e coisas têm, o que é importante e o que confere sentido à vida, de modo que sem eles o mundo seria um lugar sem significado em que nada interpelaria, interessaria, atrairia ou motivaria, e toda ação só se torna plenamente dotada de sentido e possível num mundo de qualidades afetivas que estruturam o campo das ações possíveis.

3. A corporeidade dos sentimentos liga-se imediatamente à sua intercorporeidade, pois os sentimentos transcorrem entre os sujeitos em processos circulares que vinculam duas ou mais pessoas e transformam dinamicamente esse acoplamento, o que confere a tais processos e às suas perturbações grande importância para a psiquiatria, a psicossomática e a psicoterapia, seja nas terapias corporais, de dança e de movimento que trabalham com posturas e movimentos para atualizar experiências emocionais, seja em toda psicoterapia, cujos processos intercorporais determinam a atmosfera e o êxito dos encontros, tornando tarefa central da formação futura desenvolver nos médicos e terapeutas a percepção desses fenômenos, para que conduzam as terapias não apenas por estratégias manualizáveis, mas também com intuição e sensibilidade para o plano implícito da relação.