A oposição aqui ali pressupõe simultaneidade.
A semelhança entre corpos, entendidos como extensões, não permite diferenciar qualitativamente.
Concentra-se assim a aporia fundamental.
10. Analogia, semelhança e sínteses passivas
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Husserl retoma a análise da analogia e da semelhança na constituição dos objetos.
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Essa transferência apoia-se em sínteses passivas de associação.
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A consciência de semelhança resulta de um recobrimento de sentido sem lacuna.
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A analogia implica um intervalo ou distância.
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Tanto analogia quanto semelhança pressupõem afecção sensível passiva.
11. Estranheza, temporalidade e pressuposição da alteridade
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A associação implica necessariamente a noção de estranheza.
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Coloca-se a questão de saber se a estranheza é pensável sem o outro.
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A alteridade parece já operar nos níveis mais elementares da constituição.
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A forma das sínteses passivas é a temporalidade.
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A análise do outro remete assim à unidade originária de apresentação e re-presentação.
12. Necessidade de uma analítica da encarnação