Salvidade diz mais que o estado do que está fora de perigo; em apicultura,
rainha de salvidade é a rainha rapidamente educada pelas abelhas para substituir uma rainha morta.
-
A rainha de salvidade não é o que salva o enxame, mas o que o enxame, por si e para si, suscita para permanecer são, i.e., inteiro.
Distinção entre o que é são (salvo) e o que é salvado; o são é uma noção não hiperbólica, inata a tudo o que tem o traço da finitude.
A água em que os cisnes mergulham é uma água de salvidade; nela, a embriaguez dos poetas é posta em salvidade, fica sã.
Hölderlin, evocando
Sócrates (hino
O Reno), escreve:
Um sábio soube, do meio-dia à meia-noite e até o dia raiar, no banquete permanecer lúcido.
-
No banquete,
Sócrates está ao mesmo tempo embriagado e lúcido.
-
Quando num homem coexistem com igual intensidade o êxtase de existir e o cuidado de medir conscientemente os contornos da existência, então esse homem pode ser chamado
sábio.
-
Com palavras de Heidegger, o sábio é aquele que diz o ser.
-
O poeta é aquele que nomeia o estado, ou melhor, a ordem de salvidade.
-
Os dois não são idênticos; Heidegger insiste na disparidade das duas palavras.
-
Comportamento de Heidegger face a
Hölderlin: título do livro
Erläuterungen zu Hölderlins Dichtung é indicativo.