A perspectiva oriental do nada como fundamento e a superação do conceito de Deus
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A afirmação de Nishida de que o que ele aponta – o nada inefável – é uma perspectiva profundamente embutida nas culturas “orientais” em geral, e no Japão em particular
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A distinção da perspectiva oriental de ter tomado o nada como seu fundamento, em contraste com o Ocidente que considerou o ser como o fundamento da realidade
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A nomeação destas perspectivas como “realidade como forma” (Ocidente) e “realidade como o informe” (Oriente), respectivamente
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O nada (ou seja, Deus) sendo encontrado na experiência pura, embora nem todas as experiências puras sejam de Deus ou do nada
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Deus e o (absoluto) nada podendo ser usados de forma permutável em um sentido, referindo-se ambos à realidade mais alta e mais abrangente
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O nada absoluto assumindo a posição mais alta e mais inclusiva, com Deus sendo a noção penúltima
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O nada sendo um mero indicador ou marcador de posição, precisamente sem qualidades, porque é anterior a todas as qualidades e distinções, sendo “aquele algo indiviso do qual Deus surge,” um nada para além de Deus
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A possibilidade de a crença em Deus ser um trampolim para o incompreensivelmente real, ou de se congelar em um conjunto de crenças e doutrinas através das quais a maioria das pessoas entende o que se quer dizer com uma “realidade superior”
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Deus e o nada sendo, em um sentido, duas faces da mesma moeda, mas sendo o lado do nada que alcança o entendimento mais longínquo e mais inclusivo
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O nada contendo Deus, mas Deus não abrangendo o nada, e Nishida escrevendo sobre o nada absoluto na maioria das vezes em que escreve sobre “Deus”