0 Prefácio

NISHIDA, Kitarō. An inquiry into the Good. Tradução: Masao Abe. New Haven, Conn.: Yale Univ. Press, 1992.

1. Escrevi este livro durante meus anos de ensino na Quarta Escola Secundária Nacional em Kanazawa, e a princípio pretendia desenvolver minhas ideias na seção sobre a realidade e então publicar o que havia escrito, mas impedido por doença e outras circunstâncias, falhei em alcançar este objetivo, e nos anos seguintes meu pensamento mudou um pouco e comecei a sentir a dificuldade de fazer o que inicialmente pretendia, decidindo naquele ponto publicar este livro tal como estava.

2. Por muitos anos quis explicar todas as coisas com base na experiência pura como a única realidade, e a princípio li pensadores como Ernst Mach, mas isto não me satisfez.

3. Aqueles que especulam poderiam ser ridicularizados por Mefistófeles como sendo como animais que se alimentam de capim seco enquanto estão num campo luxuriante e verde, e um filósofo (Hegel) disse que estava condenado a pensar sobre a verdade filosófica, e de fato, para alguém que comeu do fruto proibido, tal angústia é inescapável.

PREFÁCIO À SEGUNDA EDIÇÃO

1. Publiquei este livro pela primeira vez há mais de dez anos, vários anos depois de escrevê-lo, e após me mudar para Kyoto, pude me concentrar na leitura e reflexão, o que me permitiu refinar e enriquecer meu pensamento.

AO REAJUSTAR O TIPO

1. Com numerosas reimpressões deste livro, certas letras vieram a perder sua clareza, então o editor agora reajustou o tipo.

2. Como o vejo agora, o ponto de vista deste livro é o da consciência, que poderia ser pensado como uma espécie de psicologismo.

3. E deu àquele ponto de vista uma expressão direta em termos de intuição-ação.

4. Gustav Fechner disse que uma manhã, enquanto relaxava numa cadeira no Rosenthal em Leipzig, contemplou à luz brilhante do sol um prado de primavera com flores fragrantes, pássaros cantando e borboletas esvoaçantes, e ficou absorto no que chamou de perspectiva do dia, na qual a verdade são as coisas tal como elas são, em oposição à perspectiva incolor e silenciosa da noite encontrada nas ciências naturais.

5. Quando mais tarde escrevi este livro, não tinha ideia de que seria lido por tanto tempo por tantas pessoas, ou que viveria o suficiente para ver numerosas edições dele.