NISHIDA, Kitarō. Art and morality. Tradução: Valdo H. Viglielmo; Tradução: David A. Dilworth. Honolulu: the University press of Hawaï, 1973.
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Percepção, pensamento, sentimento e vontade constituem modalidades distintas da atividade do si, cada qual com seu campo objetivo; o si verdadeiro não é uma substância colocada atrás desses atos, mas a perspectiva criadora que se forma ao perceber, conhecer e agir.
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Nenhum ato isolado contém a totalidade do si, embora o si esteja presente em cada momento de sua atividade; sua unidade é dinâmica e seu desenvolvimento permanece aberto, sem um estado final que possa ser antecipadamente conhecido.
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A subjetividade consiste no processo de fundamentação pelo qual os conteúdos se determinam em campos próprios, como ocorre quando uma cor é reconhecida no interior das relações entre cores; conhecer exige essa unidade dinâmica, e não apenas a aplicação de conceitos estáticos.
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A busca da verdade já contém uma exigência da vontade, pois conhecer é prosseguir na determinação de um fundamento que nunca se esgota num resultado particular; inversamente, a realização de um fim exige conhecimento objetivo dos meios e das condições da ação.
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A vontade torna efetiva uma possibilidade singular entre muitas outras, de modo que sua realidade pertence ao ato presente e não pode ser substituída por uma representação repetível; o conhecimento, por sua vez, alcança a objetividade ao determinar seus conteúdos nessa experiência concreta.
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As diferentes formas de conhecimento possuem condições próprias e graus diversos de concretude; a investigação física aprofunda a determinação da experiência sem anular a validade da matemática, enquanto a explicação teleológica pode tornar explícita uma dimensão da realidade que a descrição mecânica abstrai.
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A identidade de conteúdos lembrados, por si só, ainda não esclarece a crença de que a mesa continuou existindo durante o sono; a objetividade dessa crença depende do horizonte da ação, que reúne consciência, possibilidade e mundo exterior.
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A existência de uma coisa fora da percepção atual envolve a possibilidade concreta de voltar a encontrá-la e tocá-la; espaço e mundo material aparecem, assim, relacionados ao campo das ações possíveis do si.
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A ação livre não se reduz a um acontecimento situado numa linha temporal, pois realiza um sentido que reúne atos passados, possibilidades futuras e condições presentes; a ligação direta entre diferentes momentos da vontade constitui o horizonte do «agora eterno».