Adiamento da investigação sobre as conexões complexas da causalidade e da eficácia da vontade para aplicar constatações preliminares à questão da motivação da inclinação. Estabelecimento da existência da inclinação imotivada, exemplificada pelo urgir para o movimento advindo de uma vivacidade exuberante ou pela ânsia de ocupar-se oriunda de um estado de hiperestimulação ou “nervosismo” (entendido como condição consciente); tais fenômenos, determinados puramente por essas condições, são designados como impulses. A direção inerente a eles não se funda em nenhum entretenimento consciente objetivo de uma meta, assemelhando-se ao mero ser-impelido de uma bola desviada por um solavanco, onde o ego “impelido”, embora consciente do impulso, não se esforça em direção a um objetivo previamente concebido. Nos impulses, têm-se vivências sem fundamentação objetiva que dependem puramente da condição de vida momentânea, sendo por ela produzidas e variando ou desaparecendo conforme sua alteração, podendo cessar totalmente sob condições onde falte força para qualquer operação de viver (entendida aqui não como fazer livre, mas como um “sair-de-si-mesmo” considerado como ser-impelido).