A exigência freudiana de que o paciente se deite não é mero detalhe técnico, mas reconhece o corpo como esfera constitutiva da existência humana.
A posição deitada favorece o relaxamento corporal e suspende hierarquias implícitas entre alto e baixo, espírito e corpo, razão e sensibilidade.
Sentar-se frente a frente reforça posturas de autoafirmação, controle mútuo e manutenção de valores morais rígidos, dificultando a emergência de conteúdos infantis e recalcados.
Deitar-se priva o paciente do apoio visual do analista, permitindo-lhe entregar-se a si mesmo e às suas possibilidades mais imaturas.
A regra não deve ser aplicada rigidamente, pois pacientes emocionalmente imaturos necessitam inicialmente de condições análogas à análise infantil.