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Reúne-se neste volume um conjunto de estudos cujo propósito é alcançar uma compreensão mais profunda da estrutura e do desdobramento das formas de presença humana que a psiquiatria clínica designa como esquizofrênicas, sem partir de resultados previamente esperados, mas deixando-se instruir exclusivamente pelos próprios casos.
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A escolha das histórias clínicas fundamenta-se na convicção de que, à época, a compreensão antropoanalítica da esquizofrenia ainda se encontrava em estado inicial, exigindo uma aproximação lenta, gradual e livre de preconceitos teóricos.
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Estabelecem-se critérios para a seleção dos casos: a presença de material clínico e bio-histórico suficientemente rico, incluindo autodescrições amplas; a exclusão de estados finais demenciais; a possibilidade de acompanhar o desenvolvimento histórico da presença; e a diversidade tipológica dos casos estudados.
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Reconhece-se que o delírio, especialmente o delírio de perseguição, constitui o ponto culminante do problema da esquizofrenia, razão pela qual vários dos casos analisados pertencem a essa modalidade clínica.