O famoso gráfico associado a esses experimentos representa, de fato, a taxa de esquecimento ao longo do tempo.
Assim, mesmo no nascimento científico do estudo da memória, o esquecimento ocupa posição central.
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Transição histórica da arte da memória para a ciência da memória
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A emergência da ciência experimental coincide com o anúncio do desaparecimento da arte tradicional da memória.
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O estudo da memória passa das mãos de praticantes públicos para laboratórios especializados.
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Proliferação de tecnologias mnemônicas artificiais
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A retração da memória humana é acompanhada pela expansão de auxiliares técnicos de lembrança.
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Esses dispositivos oferecem alívio imediato às limitações individuais.
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O efeito cumulativo é o deslocamento da responsabilidade pelo lembrar do sujeito para a máquina.
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Consolidação do declínio do lembrar tradicional como fato cultural
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O conjunto desses fenômenos constitui evidência convergente de um declínio profundo do interesse pelo lembrar à maneira antiga.
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Trata-se de uma tendência enraizada, difícil de reverter e inadequada para lamento nostálgico.
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O único gesto possível consiste em oferecer uma descrição rigorosa da memória humana em seus próprios termos.
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Ao retomar o princípio de voltar às coisas mesmas, a investigação busca possibilitar um novo lembrar da própria memória.