A temporalidade como condição de possibilidade da estrutura unitária do cuidado e da ipseidade
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A temporalidade emerge como fundamento que possibilita a unidade da existência, da facticidade e da queda, constituindo originalmente a totalidade da estrutura do cuidado
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Essa temporalidade não é um ente intramundano ou um desdobramento no tempo, mas o próprio processo temporal, a temporalização, cuja unidade não é pré-constituída e aplicada externamente
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Sua unidade é o modo de seu desdobramento, uma mesma pulsação que projeta para fora de si suas próprias possibilidades sem se separar delas, pois é essa projeção que constitui seu ser
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A temporalidade é o projeto puro, não substancial, não proveniente de nenhum foco de permanência no fundo, não subjetivo, mas o fora-de-si originário em e para si mesma
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Ela funda tudo o que foi visto do soi desde o início, sendo a unidade ekstática que funda a coexistência em um mesmo desdobramento do ser-para…, do para… e do junto-a…, como a mesma estrutura da existência