PEOS
O si próprio é o pensamento: ele é o deixar que deixa, o dom que doa, o pensamento do ser. Uma vez encontrada a sua via, o si nomeia os seres, mantém-se diante de sua gratuidade, responde à Palavra, fita o Olhar que o procura com os olhos e, concedendo a tudo o seu lugar em nome do mistério que cada um transmite, cumpre o favor ontológico e a previdente bênção deste Acordo (Ereignis) que se exprime nele e do qual ele é a presença. Tudo está nesta medida misteriosamente, mas verdadeiramente, desdobrada pelo desconhecido de Deus e destinada propriamente à ipseidade; o mundo ocorre no espaço doador da manifestação. Todo ente, todo domínio e todo elemento encontrando assim o seu lugar no seio da única doação, o pensamento encontrando a sua via no coração da previdência deste ser que se revelou Ereignis, a ordem heideggeriana — que não é outra senão a ordem do Simples, cuja doação envia cada elemento ao seu próprio e cada voz da Quadratura (Geviert) ao alcance do seu sentido — pode então exprimir-se; todas as coisas vêm a eclodir e, no homem, a bênção da doação ganha lugar.