No entanto, se o ser é precisamente pensado como nunc stans, isto é, como presente per-manente, isso visa a supressão de toda temporalidade no sentido processual, no sentido de presentificação.
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Visa-se a possibilidade de estabelecer um ponto de manutenção a partir do qual todo presente possui em direito a capacidade de permanecer indefinidamente no aberto-sem-retirada.
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Esse ser, considerado como imobilidade e cortado de sua dimensão doadora, possui contudo em si mesmo uma estrutura temporal.
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Não pode haver presente sem vinda em presença.
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A instalação como princípio de um presente perdurante na indefinição do aberto só é possível se esse presente é previamente ele mesmo vindo em presença.
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O Ens summum, mesmo sendo um presente per-manente, depende de determinações temporais.
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Ele só pode ser esse presente de suprema dignidade porque ele se assenta antes na presença.
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Dessa presença, ele depende, e ela permanece, no entanto, impensada e desconhecida.
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Bem além do Ente superiormente presente mantém-se uma dignidade ainda mais suprema, e à qual o pensamento permanece cego.
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Essa é a dignidade velada da doação do presente, seja qual for.
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Todo presente provém do ato de vinda à presença que misteriosamente o desvela enquanto se vela.
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Todo presente é em sua estrutura algo que avança se desdobrando, um prae-s-ens.
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Heidegger retoma com o sentido originariamente temporal do ser, atendo-se à eclosão da presença ela mesma.
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A presença é pensada como Anwesung, irrupção à presença, e não apenas como Anwesenheit, estado de presença.