Perda grega da relação originária com o invisível e instauração do primado do ver
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A visão grega originária não se define pelo simples ato sensorial, mas pela antecipação do que já está em vista ao ver
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O esquecimento progressivo da dimensão noturna da eclosão conduz à redução da ipseidade ao imediatamente visível
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A metafísica surge como fixação da luz e do ver como acesso privilegiado ao ser
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O ver passa a significar disponibilidade do ente e possibilidade de disposição voluntária sobre ele
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Ampliação do conceito de visão como fundamento da inteligibilidade
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O ver não se limita ao olho corporal, mas designa o acesso global ao que é acessível
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O ver recobre o conhecer e o representar, constituindo o horizonte da relação ao ente
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A visão torna-se metáfora dominante de toda apreensão cognitiva
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A clareza aparece como condição prévia de todo aparecer
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Co-originariedade entre visão e ente na ontologia grega
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O ente e o ver surgem conjuntamente no mesmo ato originário
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A luz antecede e constitui tanto o ver quanto o visto
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A relação entre sujeito e objeto é fundada por um campo luminoso prévio
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O bem platônico concede simultaneamente desvelamento ao ente e capacidade de conhecer ao conhecedor
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Identidade originária entre ver e saber no início da metafísica
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Ver e saber não são distintos, mas instituídos como um único movimento
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A verdade é compreendida como não-velamento estabilizado
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O saber assume a forma de presença clara e disponível
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Ambivalência da posição platônica na interpretação heideggeriana
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Platão inaugura a metafísica sem consumá-la plenamente
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A possibilidade de um além do ente permanece ainda aberta
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O além da ousia é visado sem ser pensado em sua proveniência abissal
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A dimensão erótica do si mesmo mantém uma tensão para além de si
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Centralidade do eros como abertura extática do si mesmo
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O eros arrebata o homem para além de si em direção ao ser
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O esquecimento do ser só é superado quando o ser exerce potência erótica
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O si mesmo platônico ainda não se reduz à posse do ente
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O ser é compreendido como luminoso, não como proveniente do ocultamento
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Estatuto ambíguo do si mesmo platônico
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O si mesmo situa-se entre a ideia suprema e as ideias visíveis dos entes
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Não há plena apropriação do ente fora do retraimento
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O ser é base estável e não ainda abismo originário
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Permanece a distinção entre ser e ente sem tematização radical do ocultamento
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Aristóteles como consumador da decisão platônica
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A ousia torna-se conceito central da ontologia
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O hypokeimenon estrutura o ente como sujeito ou substrato
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A subjetidade se afirma sem ainda se tornar subjetividade moderna
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O ente é posto como aquilo que permanece sob os predicados
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Consolidação da metafísica da subjetidade
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O ser é interpretado a partir do ente presente
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A diferença metafísica funda-se na primazia do ente
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O mundo torna-se campo de disponibilidade integral
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O si mesmo passa a compreender-se como centro ordenador do ente
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Redução do si mesmo ao campo do visível e do disponível
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O combate originário com o inquietante é esquecido
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O ente permanece enquanto produto estabilizado
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A physis perde o caráter de surgimento originário
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A natureza torna-se domínio manipulável
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Transição do contemplar ao produzir
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O ver contemplativo dá lugar ao ver produtor
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O ente é compreendido como objeto para fabricação
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A verdade é associada à efetivação e à realização
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O mundo é interpretado segundo o esquema do feito
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Confirmação aristotélica do primado do ver
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O desejo humano fundamental é o desejo de ver
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A visão é o sentido privilegiado do acesso ao ente
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O si mesmo define-se como capacidade de apreensão visual
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O saber é orientado para o que já está descoberto
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Reconfiguração da episteme
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O entender-se restringe-se ao domínio do visível
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A ciência torna-se conservação do desvelado
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O saber é posse estável da evidência
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A verdade é fixada como permanência do descoberto
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Redução da aletheia à clareza estável
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O desvelamento deixa de remeter ao velamento
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O ocultamento perde relevância ontológica
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A verdade torna-se característica do ente presente
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O ser é esquecido enquanto diferença
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Distinção aristotélica entre sophia e phronesis
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A sophia refere-se ao saber teórico do ente imutável
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A phronesis orienta o agir prático no mundo
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Ambas permanecem dentro do horizonte do desvelado
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O saber visa a melhor forma de manter o ente disponível
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Centralidade da techne
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A techne desabriga o desabrigado
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O eidos é produzido na efetividade do ente
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A forma é extraída do singular pela fabricação
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O ente torna-se plenamente visível na obra
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Transformação da physis
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A physis é interpretada como vir-a-ser para a forma
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O surgir é reduzido a processo de realização
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A natureza torna-se modelo de produção
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O ser é compreendido como presença produzida
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Preparação da subjetividade moderna
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O ente é pensado como totalmente disponível
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O si mesmo afirma-se como dominador do mundo
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A res cogitans encontra seu solo ontológico
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A metafísica culmina na técnica como consumação