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O si-mesmo responde ao chamado com a abertura resoluta (Entschlossenheit)
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Essa resposta significa olhar para a injunção revelada pelo ser-para-a-morte
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Significa deixar se desdobrar um elemento cujo ser é se desdobrar e que nos precede
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O que precede e que chama é o lugar, a proveniência da estranheza
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O chamado vem de mim e todavia me ultrapassa
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O chamador é indeterminado, mas o lugar de onde ele chama não permanece indiferente para o chamar
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Esse “de onde” - a estranheza do isolamento lançado - é co-chamado no chamar
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O “de onde” do chamar, na pro-vocação a…, é o “para onde” do recordar
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Há não somente chamado, mas também e sobretudo recordação
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O Dasein se volta para uma voz sempre já ouvida sem jamais ter sido realmente escutada
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Tomando sobre si o inquietante, o si-mesmo se resolve a ser o mais inquietante
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Assume o desgarramento da diferença ontológica
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É o lugar onde a noite vem ao dia
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O si-mesmo é ad-vocado a fim de retornar ao lugar do chamado
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Ao lugar nenhum da espacialidade pura
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Não que ele tenha abandonado esse lugar que não se pode desertar
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Mas não o pensou, não o habitou, não construiu nele
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O si-mesmo se encontra então totalmente impotente para dominar seu próprio fundo
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Só pode ser a ele atribuído
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A estrutura do si-mesmo rege o si-mesmo
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Ser, o Dasein é lançado - não é levado a seu “Aí” por si mesmo
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Ser, é determinado como um poder-ser que pertence a si mesmo
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E todavia não se deu a si mesmo como a si mesmo
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Existindo, o Dasein nunca passa atrás de seu ser-lançado
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De tal maneira que poderia liberar a cada vez propriamente
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A partir de seu ser-si-mesmo e conduzir ao “Aí” o que ele é e tem a ser
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O si-mesmo é tomado em um ser que lhe torna manifesto seu ser e seu ser-tomado-neste-ser
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Embora não tenha posto ele mesmo o fundamento, repousa em sua gravidade
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Que a tonalidade como carga lhe torna manifesto
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O si-mesmo se precede sempre a si mesmo em seu ser
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Tanto quanto dizer que não repousa em si mesmo, mas em um ser que o envia a si mesmo
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O si-mesmo é o lugar onde, como Da, o ser se manifesta em sua pesantez de imensidade
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O si-mesmo não é outra coisa senão o ente para o qual há ser
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É a compreensão do ser, e esse genitivo deve agora ser entendido em seu duplo sentido