Para ser, a presença deve ser deixada ser: ela manifesta sua própria presença.
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A presença é presença, ela se mantém numa enigma de advento.
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Que as coisas sejam presentes constitui o mistério da presença.
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Poder reconhecer esse mistério não o elimina, e a presença mesma não se torna um mistério menor.
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Simplesmente, o mistério é tomado em vista.
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O primeiro regime de velamento, a presença no presente, aprofunda-se num segundo regime de velamento.
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Esse segundo regime é o da própria doação da presença na presença.
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Isto é, o do deixar-vir-à-presença na presença.
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Está-se diante do enigma da presença enquanto tal, e não apenas do ente.
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Para o pensamento metafísico, o ente rapidamente encontra sua “razão suficiente”.
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O mistério é também a presença como presença.
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A presença mantém-se em si mesma como seu próprio mistério.
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O mistério é o dom dessa presença, o enigma de que haja – não apenas algo, mas simplesmente que haja.
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A presença remete ao seu próprio mistério, o “Il y a” mostra-se como “Il y a”.
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A descoberta da presença enquanto tal e como fonte luminosa do presente não nos compensa do mistério de tal eclosão.
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Há o presente, há a presença, há o deixar-vir-à-presença, isto é, o “il y a”.
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É sobre esse mistério que o pensamento, um passo aquém da constituição onto-teo-lógica da metafísica, faz recair seu agir meditante.
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Heidegger distingue os diferentes registros do pensamento da doação, mostrando as diferentes modalidades de sentido do Lassen próprio à doação.