O homem pertence à pensamento. Ele vive na ipseidade, que vive no Dasein, que vive no pensamento, que vive no ser. Ele não domina o fundo de seu ser, que, no entanto, o sustenta e lhe concede o destino da liberdade.
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O homem está incessantemente no Logos, mesmo quando foge no afã da vida cotidiana. O Logos permanece memória do ser; a cada aparecimento de um ente está associada a aparição de sua região, isto é, do ser.
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O Dasein perdido no “se” (das Man) esquece de pensar, de se fazer próximo da doação, de agradecer (danken) o que dá a pensar. Pensar o ser é responder ao apelo da essência do ser, libertando-se para a sua linguagem.
A tarefa do pensamento é reconhecer que seu jorrar no seio do prepotente está marcado pelo agir primeiro de uma graça à qual deve ser dada graça pelo pensamento. “Toda pensamento está em graça do ser”. O ser não é um objeto do pensamento, mas aquilo através do qual o pensamento se desdobra.
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Poucos são aqueles que, na resolução (Entschlossenheit), se abrem resolutamente à abertura que são. Todos estão no Logos, mas nem todos assumem a essência de sua ipseidade na abertura-resoluta, no que se chama noein.
O noein é a assunção, pela pensamento, do Logos em ação no pensamento; é a assunção da ipseidade pelo si-mesmo. Após estabelecer a estrutura do si-mesmo como logos inscrito no Logos do ser, é preciso determinar como o si-mesmo pode ser fiel à sua essência.
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A maneira como o si-mesmo vive autenticamente sua estrutura dá-se através do pensamento meditante e da palavra poética. O noein toma em guarda o legein e permite, no seio da essência poemática, o cumprimento do homem Mostrador, que pode se tornar um homem Dizente, à escuta da Palavra do ser.