Uma distinção deve ser entendida no deixar advir à presença, e antes de tudo no deixar advir.
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Os dois sentidos a distinguir são: 1. Deixar advir à presença: deixar advir à presença: o presente. 2. Deixar advir à presença: deixar advir à presença, pensado na direção do Acordo.
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No primeiro caso, a presença, enquanto deixar advir à presença, refere-se ao ente, ao presente.
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Pensamos aqui na diferença ser-ente e em seu rapport, que constitui o fundo da metafísica.
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“Deixar” significa aqui, a partir do sentido primeiro da palavra: deixar ir, deixar livre, deixar partir, deixar partir ao longe, isto é, dar livre curso no Aberto.
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É somente assim que o presente deixado ao advir pelo deixar-advir é admitido como um presente para si no aberto daquilo que lhe é co-presente.
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Permanece aqui não-dito e digno de questão o “de onde” e o “como” há o “aberto”.
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Mas se o deixar advir à presença é agora pensado propriamente, então não é mais o presente que é tocado por esse deixar advir, mas a presença ela mesma.
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Consequentemente, a palavra poderá também ser escrita assim: o-deixar-advir-à-presença.
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“Deixar” significa então: deixar vir, dar, oferecer, destinar, deixar pertencer.
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A presença é deixada, nesse e por esse deixar, a advir para lá onde ela pertence.
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A ambivalência determinante reside, portanto, no deixar e por aí também na presença.
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Existe entre os termos da oposição um rapport de determinação.
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É somente na medida em que há o deixar advir da presença que é possível o deixar advir do presente à presença.