Originariamente, o olho não é localizado; é um elemento de fenomenalização, o aparecer como tal
Nosso olho é apenas o complemento ou diminutivo (o-culus) de uma doação inaugural
Podemos ver porque nosso olho é composto deste elemento, o 'augen', possibilitação de toda visão
O 'augen' do Augnis é o Olho do ser
A Co-apropriação do Olho do Ser e do Olho do Si
-
O olho do si, tecido pelo Olho do ser como Augnis, não se opõe ao ser
-
No vis-a-vis do ser e do si, não há choque de duas coisas exteriores, mas o desdobramento de um Mesmo
-
Nosso olhar se sustenta no que dá abertura ao Aberto, no distante do abismo
-
Nosso próprio lance de olhar é resposta ao lance do ser
-
O Augnis (Eignis) é o único fluxo de manifestação que traz em si a necessidade de seu próprio aparecer e de pôr um si
O Augnis como Elemento da Manifestação e Sentido da Doação
-
O Augnis é Eignis: concede na mesma dimensão o si e o ser
-
O Ereignis nomeia o ser que faz eclodir, e mais profundamente, o ser como elemento onde se abre a possibilidade da co-apropriação
-
A meditação do Eignis como Augnis ensina que nosso olho é a maneira de um único Lance de olhar
-
Não há dois olhares opostos, mas um mesmo dom de aparecer onde se sustentam o si e a possibilidade do vis-a-vis
-
O Ereignis como 'augen' é o elemento do cruzamento dos olhares, e este cruzamento é um único Olhar
-
A doação é, no mesmo ato, domínio de apropriação onde os lugares sagrados do Quadriparti correspondem-se
-
A dimensão co-apropriante condiciona a doação; só há doação a partir da possibilidade da apropriação recíproca
-
O Eignis é o sentido de toda doação; a co-apropriação é o sentido de toda doação como puro advento
-
Heidegger privilegia o Eignis sobre o Ereignis como eventus, pois o fundo do eclodir é um domínio de co-apropriação
-
Habituar o Pensamento ao Elemento do Augen
-
Devemos habituar o pensamento a pensar o olho como pertencente ao elemento misterioso do 'augen'
-
O olho é tomado no coração do aparecer; é o que o ser se associa para ser
-
A estrutura do si é o Eignis; o si está no Eignis como maneira do Eignis cujo ser é precisamente o 'augen'
-
O Eignis faz aparecer, concede, e este acordo é porque é previamente acordo vinculante
-
É no elemento da co-apropriação que a doação dá
-
A advertência de Heidegger sobre a primazia do Eignis é significativa
-
A Gênese do Pensamento do Ereignis: da Er-eignung ao Eignis
-
Na origem do pensamento do Ereignis (Beiträge [
GA65]), Heidegger usa frequentemente 'Er-eignung'
-
O uso de Er-eignung prefigura a primazia deste Eignis que Heidegger destacou no final da vida
-
Dizer que o Eignis domina no Ereignis não minimiza a dimensão de desocultação do ser, mas a conclui
-
O si não é só consequência da desocultação, mas seu auxiliar
-
O Eignis e o Processo do Advento
-
O Eignis estabelece a co-pertinência do si ao ser
-
Como Eignis, o ser é este aparecer cujo aparecer é necessariamente acompanhado de um si
-
Todo advento se acompanha de um ipse, de um olhar necessário ao aparecer
-
É no olhar que o ser se manifesta como ser
-
O olhar vive de e no aparecer cujo desdobramento ele acompanha e realiza
-
Resumo do Processo do Advento
-
O ser faz advir, e neste advento ele mesmo aparece
-
Para isso, um si é necessário
-
A essência do si é o olhar
-
Este olhar é possibilitado por sua estrutura essencial que é o aparecer
-
O aparecer é compreendido como 'augen'
-
O 'augen' é o elemento vinculante e pulsante no qual ser e si são um, no Uno ou Simples
-
Este 'augen' co-apropria ser e si no Er-Eignis
-
O ser é Eignis, o que permite o advento, que depende da co-pertinência do ser e do si