A temporalidade (
Zeitlichkeit) não constitui um fenômeno exclusivamente próprio ou autêntico, mas representa a estrutura ontológica universal do cuidado (
Sorge), manifestando-se tanto na propriedade quanto na impropriedade: “O ser em direção ao seu mais próprio e distintivo poder-ser […] só é possível na medida em que o ser-aí pode vir ao seu próprio encontro em sua mais própria possibilidade. […] Se o ser-para-a-morte (
Sein zum Tode) próprio ou impróprio pertence ao ser do ser-aí, então tal ser-para-a-morte só é possível como algo futural, no sentido que agora indicamos e que ainda temos de definir mais de perto. […] A antecipação torna o ser-aí propriamente futural, e de tal modo que a própria antecipação só é possível na medida em que o ser-aí, como ser, está sempre vindo ao encontro de si mesmo — isto é, na medida em que ele é futural em seu ser”.