Formula-se assim a situação ontológica de duas maneiras de tomar ou considerar o ser-aí, como simplesmente dado e como ser-aí, alinhando Heidegger à tradição da filosofia transcendental kantiana, segundo a qual a distinção entre coisas em si e aparências não é metafísica, entre dois conjuntos de entes, mas entre dois modos de considerar o mesmo conjunto de entes que são
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no exame da liberdade na Terceira Antinomia da Crítica da Razão Pura,
Kant argumenta que explicar naturalisticamente o comportamento de uma pessoa exige ignorar sua liberdade e considerá-lo deterministicamente, ao passo que julgá-lo moralmente exige considerá-la como escolhendo livremente
A distinção entre fatualidade e facticidade segue linhas semelhantes, podendo adotar-se atitude científico-descritiva, focada nas propriedades simplesmente dadas da pessoa, como peso e altura, ou atitude existencial, focada em seus modos de ser-no-mundo, atitudes que corporificam compreensões distintas do ser, sendo a distinção entre o fatual e o fático ontológica, não apenas linguística ou psicológica
A experiência mais fundamental de si mesmo está impregnada de meidade e de importância: a vida é experimentada como própria e, por isso, importa, e, por estar-se próxima e imersamente no mundo em que se vive, também o mundo é experimentado como próprio, não sendo mero universo de objetos, mas meio social em que se vive, exigindo-se ainda um relato fenomenológico positivo desse meio, o mundo, oferecido a seguir