-
Questionamento da imagem de Zenão como mero escudeiro fiel de Parmênides, consolidada pela tradição platônica.
-
Indícios de que o interesse no diálogo platônico era mais pelo virtuosismo dialético de Zenão do que pela defesa do Uno.
-
Sugestão de um distanciamento entre o Zenão discípulo do Parmênides e a figura independente do “Palamedes de Eleia”.
-
A técnica dialética de Zenão, bem própria, poderia ser usada ocasionalmente a serviço de seu mestre, mas também contra qualquer tese.
-
Zenão não prova que Parmênides está certo, apenas que seus adversários são ainda mais incapazes de dar conta do movimento.
-
O logos de Parmênides aparece apenas como mais forte, ou menos fraco, que o dos adversários.
-
Sobre a empresa zenoniana paira a sombra do ceticismo.
-
Prenuncia-se um mundo onde a meditação sobre a reciprocidade originária entre logos e aletheia é substituída pelo confronto público de duas lógicas adversas, como numa rinha de galos.
-
Este será o mundo ainda pouco conhecido da sofística.
-
Zenão não está entre os pioneiros como Heráclito e Parmênides, mas seu chicote ainda é apenas ironia. O tempo dos “horríveis cabos de esquadra” talvez esteja reservado a nós.