A unidade profunda entre o matemático e o cristão: a matemática como figuração do mistério
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A crítica de que o obscurantismo religioso o impediu de generalizar seu cálculo é considerada um “mau romance”
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A França, com Pascal e Fermat, não tem do que se queixar quanto à glória do cálculo do infinito
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A possível razão para Pascal não teorizar o infinitesimal reside numa conexão mais profunda: o mistério do infinitamente pequeno, nulo mas portador de relação, pode figurar o mistério cristão
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O nada do homem diante de Deus e sua salvação pela graça encontram um eco na relação entre o infinitesimal e a grandeza que ele permite integrar
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Para Pascal, a inteligibilidade matemática e a verdade religiosa são duas faces de um mesmo mistério, sendo a primeira uma figuração da segunda
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A geometria do espaço prepara para Deus sensível ao coração, a do acaso para o Deus da aposta, e a do infinito figura o Deus escondido, dispensador da graça