Tríplice avanço matemático de
Leibniz (séries infinitas, Nova Methodus, método das formas ótimas) revela o caminho da “imensa subtilidade das coisas”
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Supera o necessitarismo sem negar a ordem
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O princípio de razão revela-se em toda sua amplitude, inaugurando uma nova correspondência entre homem e ser
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Esta nova correspondência caracteriza-se como entrada na fase da “planificação total”
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Planificação não se confunde com necessidade lógica; opera ao nível dos possíveis, visando a perfeição
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Perfeição é identificada com “ordem”: a polifonia mais rica possível, sem monotonia nem cacofonia
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A planificação divina assegura um “todo-feito” perfeito, onde cada indivíduo recebe um “personagem” pré-confeccionado (ex.: Sextus)
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Descoberta leibniziana de uma “raiz” da contingência submete a verdade à figura do “sistema”
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O projeto leibniziano do sistema é pressuposto e desenvolvido pela filosofia idealista subsequente
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Kant: a
Crítica da Razão Pura exige completar-se como sistema via juízo reflexionante
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Hegel: pensar a substância como sujeito para que a verdade seja sistema de cabo a rabo
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Schelling: o idealismo supera o dogmatismo leibniziano ao buscar um saber imediato e sistemático do absoluto
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Com o sistema hegeliano, o “plano divino” leibniziano é interiorizado como
Organisation (organização) imanente do espírito
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A época moderna é definida pela transformação da criação em planificação total, e desta em organização absoluta
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Seu segredo é condensado na fórmula leibniziana nihil est sine ratione (nada é sem razão)
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A ênfase da fórmula corresponde à ditadura de um único fatum, cuja fábula a filosofia moderna incessantemente transcreve
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A palavra filosófica é a fábula do Mundo. Mundus est fabula.