É preciso aprofundar o estatuto dessa fala, remetendo à gênese do sentido a partir de nosso desejo, sendo só com o homem que se produz a apreensão do sentido como tal, desprendendo-se a determinação do determinado
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Tal é a obra da fala, que aparece como o próprio corpo do desejo, dado que nosso desejo é significante, ultrapassando a coisa rumo a seu sentido, sendo aqui questionado o estatuto ontológico do signo
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O signo é o que produz o ausentamento do mundo, condição da emergência do sentido, produzindo a mélodia verbal um outro elemento, instituindo o signo uma separação com o mundo, sendo a produção do signo desaparecimento do mundo
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Ao contrário dos demais movimentos que nos ligam ao mundo, a fala nos separa dele, sendo o próprio advento da separação, sendo a realidade do signo a de um evento, o da separação que institui
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É no homem, sob a forma do signo, que o arqui-evento se dá, sendo a realidade ontológica do signo primeiramente a de um evento, o de uma ruptura com o mundo, através do qual se cumpre o ausentamento condição da emergência do sentido
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O signo é primeiramente o operador do recuo do mundo, sendo por razões profundas que o mesmo ser deseja e fala, sendo desejo e fala as duas faces inseparáveis de um movimento afetado pelo arqui-evento, de um movimento separado do mundo