Reconhece-se uma analogia, um paralelismo entre percepção e expressão sem que se deva identificá-las pura e simplesmente, sua relação devendo ser compreendida como quiasma, modalidade da reversibilidade que é verdade última
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a citação segundo a qual não se pode falar nem de destruição nem de conservação do silêncio, a queda da visão silenciosa na palavra e a inscrição desta no campo do nomeável se dando sempre em virtude do mesmo fenômeno de reversibilidade
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a recusa de conferir ao visível uma positividade, o sensível não sendo uma camada última mas um modo de manifestação do Ser
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sensível e inteligível compreendidos como dimensões cujo rapport se retoma sobre o modelo daquele que rege, no seio do sensível, entre suas partes, ambos sendo mundos no sentido merleau-pontiano de conjuntos fechados e representativos de todo o resto
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a citação sobre o tato e a visão como dois universos radicalmente distintos e no entanto transponíveis um no outro, sensível e inteligível funcionando como emblemas um do outro
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a exigência de que a unidade do sensível e do inteligível seja ao mesmo tempo sua diferença, pois é o mesmo que percebe e que fala mas é precisamente o Ser que ambos manifestam
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a impossibilidade de restituir o Ser além da diferença entre sensível e inteligível, cuja comunicação não pode se mudar em identidade sem perder sua profundidade
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a crítica à fenomenologia que reificava a diferença entre sensível e inteligível fundando-a em universos autônomos, ao passo que a diferença do Ser e do ente deve ser reconhecida como ela mesma não-ente
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o Ser definido como dimensão universal, dimensão de todas as dimensões, todo fato sendo dimensão e toda dimensão sendo fato para outra dimensão, em virtude da diferença ontológica
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a percepção e a expressão como dimensões últimas para o conjunto do campo fenomenal, sendo elas mesmas fatos para uma dimensão derradeira, a do Ser, eixo em torno do qual expressão e percepção se reencontram e se disjuntam
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a significação do quiasma derradeiro, o mundo sensível e o mundo inteligível envolvendo o Ser sem lhe serem outros, sendo esse justamente o meio pelo qual ele preserva sua profundidade absoluta
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a diferença absoluta entre o Ser e o ente só podendo ser compreendida como sua absoluta identidade, a carne designando em última instância o lugar onde a carne corporal e a carne gloriosa convêm ao se diferenciarem