Como o fenômeno não é apreendido positivamente mas situado no cruzamento de uma dupla negação, é inevitável que esse não-lugar seja lido tanto como retorno a um sujeito intelectual quanto como retorno ao empírico, o que gera duas leituras distintas: uma leitura imediata, atenta à descrição do mundo percebido, que desemboca na acusação de irracionalismo, e uma leitura fenomenológica, como a de
Beaufret, atenta à incapacidade de
Merleau-Ponty de libertar a originalidade do fenômeno de seu vocabulário subjetivista