O que constitui fracasso do ponto de vista fenomenológico faz pleno sentido do ponto de vista do empreendimento bergsoniano, pois a percepção pura descrita no primeiro capítulo é uma abstração, sendo a inscrição na duração que permite dar conta da dimensão subjetiva através da memória
Reavalia-se assim a significação da teoria das imagens, que descreve a realidade correlativa da ação vital sem pretender estabelecer a identidade entre ser e fenomenalidade, sendo provisória e base de uma elaboração mais profunda
A assimilação do movimento perceptivo pelo movimento vital deve vir acompanhada de reservas precisas, situando-se a presente perspectiva entre
Husserl e
Bergson, pois
Bergson não dá conta da totalidade prévia cuja manifestação originária permite as manifestações singulares
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a manifestação do mundo fazendo parte da estrutura da aparição, não havendo manifestação singular senão como co-manifestação de um mundo
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o mesmo sujeito circunscrevendo a manifestação como negação da totalidade e portando a possibilidade da totalidade de que é negação
É pelo movimento vivo que se deve apreender de modo unitário a possibilidade da manifestação e a da co-manifestação do mundo que ela nega, o movimento constituindo a totalidade no próprio ato pelo qual a nega
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situando-se a meio caminho entre
Husserl e
Bergson, a percepção sendo condição do mundo sem se basear numa ordem psíquica autônoma, devendo proceder da própria atividade vital
O sujeito só pode ser condição da aparição, e portanto sujeito para o mundo, sendo sujeito intramundano, se o movimento que desdobra no mundo é simultaneamente movimento que abre o mundo
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a incapacidade de
Bergson de conceber o sujeito como sujeito da totalidade das imagens tendo como contrapartida sua caracterização da vida como reação a estímulos externos segundo a necessidade
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o sentido de ser do sujeito perceptivo devendo ser buscado além da dimensão da estrita necessidade, situando-se a meio caminho entre a necessidade e o pensamento, tendo acesso à totalidade apenas na e pela presença finita que a nega