O conceito cíclico de tempo tornou-se quase inevitável após a descoberta de um Ser eterno e imperecível, exigindo a explicação do movimento dentro dessa estrutura, como afirma
Aristóteles ao sustentar a eternidade do todo celestial e como observa
Nietzsche ao caracterizar o eterno retorno como aproximação entre mundo de Devir e mundo de Ser, contexto no qual a ausência da noção de Vontade entre os gregos contrasta com a afirmação hebraico-cristã de um início criador e com a conclusão de Santo
Agostinho de que o homem foi criado para que houvesse um começo.
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A consolidação da Vontade como faculdade distinta ocorreu na filosofia cristã, que abandonou o tempo cíclico em favor de uma história linear iniciada com Adão e culminando na morte e ressurreição de Cristo, acontecimentos únicos e irrepetíveis que introduzem a expectativa de um futuro além da vida terrena e levam São Paulo a explorar a complexidade da Vontade e de sua Liberdade.
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História linear cristã.
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Unicidade da morte e ressurreição de Cristo.
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Futuro além da vida terrena.
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São Paulo e a problemática da Vontade.
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A origem teológica do problema da Vontade explica que, no pensamento pré-cristão, a liberdade estivesse situada no eu-posso e não no eu-quero, sendo entendida como condição objetiva do corpo e capacidade de movimento conforme eleutheria, eleuthein hopos ero, isto é, ir conforme se queira, de modo que o critério da liberdade era o poder efetivo de agir e locomover-se sem coerção externa ou necessidade física.
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Liberdade como eu-posso.
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Eleutheria como liberdade de movimento.
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Ausência de coerção como condição.
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Diferença entre liberdade corporal e volição interior.