A diferença entre esquema, abstração e exemplaridade torna-se clara ao perguntar o que é uma mesa, pois se pode recorrer ao esquema kantiano ou à ideia de mesa em
Platão, ou ainda à mesa abstrata obtida pela eliminação das qualidades secundárias, mas também se pode escolher uma mesa exemplar como caso particular que passa a valer para outros casos, procedimento análogo ao uso de Aquiles como exemplo de coragem, Sólon como exemplo de sabedoria, e César ou Napoleão como exemplos de cesarismo e bonapartismo, cuja validade permanece circunscrita ao conhecimento desses casos.
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Mesa esquemática como forma imaginada.
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Mesa abstrata como resultado de abstração das qualidades secundárias.
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Mesa exemplar como caso particular escolhido.
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Aquiles e a coragem.
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Sólon e a perspicácia.
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César e Napoleão como modelos de cesarismo e bonapartismo.
Os exemplos constituem o fundamento do julgamento moral, como demonstra a ampla aceitação da máxima segundo a qual é melhor sofrer o mal do que praticá-lo devido ao exemplo de
Sócrates, posição retomada criticamente por
Nietzsche na Vontade de poder ao sustentar que não se deve separar ato e agente e que tudo depende de quem pratica a ação, de modo que o julgamento do certo e do errado se orienta por pessoas e incidentes exemplares, históricos ou fictícios, como ilustrado por Jefferson ao mencionar Macbeth e Rei Lear.
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Sócrates como exemplo de conduta moral.
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Nietzsche e a inseparabilidade entre ato e agente.
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Referência à Vontade de poder, n° 292.
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Jefferson e os exemplos de Macbeth e Rei Lear.
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Exemplos literários como formadores de senso moral.