AGAMBEN, G. O homem sem conteúdo. Tr. Cláudio Oliveira. Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2012.
Mas na essência da arte, que atravessou até o fundo o próprio nada, domina a vontade. A arte é a eterna autogeração da vontade de potência. Como tal, ela se destaca tanto da atividade do artista quanto da sensibilidade do espectador para se colocar como o traço fundamental do devir universal. Um fragmento dos anos 1885-86 afirma : “A obra de arte, onde ela aparece sem artista, por exemplo como corpo, como organismo… Em que medida o artista não é senão uma grande preliminar. O mundo como obra de arte que gera a si mesma”1).