===== 1.A. Primeiro início ===== 1. A aletheia ([[lx>termos:a:aletheia|Ἀλήθεια]]) essencializa-se como o próprio início, sendo a verdade ([[lx>termos:w:wahrheit|Wahrheit]]) do ser a essência velada e desvelante que preserva o erguer-se e permite a presença, ao mesmo tempo em que o ser mesmo já "é" na indistinta desentranha ([[lx>termos:e:entringung|Entringung]]), exigindo renunciar ao ente em favor do seer ([[lx>termos:s:seyn|Seyn]]) experimentado como mais originário que qualquer interpretação cognitiva de sua essência. 2. A questão de quando e onde ocorre o desvelamento esbarra no fato de que o ser essencializa-se originariamente através do tempo-lugar sem poder ser fixado numa posição, de modo que o acolhimento humano (νος) não funda a aletheia, mas apenas a ideia ([[lx>termos:i:idea|ἰδέα]]) introduz o jugo do olhar que não cria mas percebe o desvelado, distinguindo-se da ligação parmenídica entre [[f>n:noein|noein]] e [[lx>termos:e:einai|einai]] à aletheia; com a elevação da ideia a [[f>a:agathon|ἀγαθóν]], o ser desliza para o domínio do causar ([[f>a:aition|αἴτιον]], [[lx>termos:a:arche|ἀρχή]]), tornando-se um ente supremo causador em vez do ser puramente inceptual, o que torna necessário pensar a aletheia como desvelamento do velamento que ocorre no abissal e enigmático, permanecendo em aberto sua relação com o Dasein no outro início. 3. O erro ([[lx>termos:i:irre|Irre]]) constitui a essência extrema e distorcida da verdade. 4. Nos pseudo-platônicos horoi, a aletheia é definida como comportamento ([[f>h:hexis|hexis]]) em afirmar e negar, ciência do desvelado, distinta da [[f>p:pistis|pistis]] como antecipação correta de que algo se mostra tal como é, estabilidade de caráter ([[f>e:ethos|ethos]]). 5. O uno ([[f>h:hen|ἕν]]) procede da [[lx>termos:o:ousia|ousia]] como fundamento e enquanto fundamento, remetendo à unidade kantiana do estar-junto, ao parà do "junto" e à stasis do "estar", constância ([[f>a:aei|ἀεί]]). 6. A experiência do ser como [[lx>termos:p:physis|physis]] entre os gregos não contradiz o pensamento fundado no não-dito e no velado, mas a ousia já assinala o início da destruição da aletheia. * a experiência do ser como physis não se opõe ao pensar do velado * a ousia marca já o começo da destruição da aletheia 7. A dupla essência da aletheia preserva o próprio Helenismo, pois o desvelado não é a verdade mesma, já que a verdade inclui o velamento do velado que permite apenas certa medida de desvelamento, abrigando a relação entre ente ([[lx>termos:o:onta|ὄν]]) e não-ente ([[f>m:me-on|μὴ ὄν]]), fundamento do heraclitiano hen-panta, da harmonia invisível e do contrário que converge, todos hoje malinterpretados sob a moldura moderna da consciência e da dialética. 8. O uso corrente das representações espaciais no pensamento espiritual não capta o essencial, pois o espacial ordinário obscurece o caráter extático da verdade do seer, sendo essa ignorância do espaço e do tempo tão antiga quanto inceptual, responsável por ter deixado sem fundamento a essência da verdade e por ter separado a natureza ([[lx>termos:n:natur|Natur]]) da physis, reduzindo-a à objetividade representacional ou à vaga vivência biológica. 9. A aletheia, mais inceptual que a própria physis, constitui o que há de mais originário no primeiro início, sendo urgente extrair a physis da interpretação metafísica que a subordinou desde Platão, sem contudo cometer o erro de tomar a physis como o começo e atribuir-lhe apenas a aletheia; ao libertar physis e aletheia dos grilhões metafísicos e compreender a historicidade da inceptualidade, a physis revela-se origem essencial da ideia, tornando-se depois "natureza" como domínio mais próximo, constante e mutável. 10. Esqueceu-se que em aletheia o velar (λανθάνειν, lanthanein) é "positivo", pois o alfa privativo parece dispensar a meditação sobre o velar, ainda que no primeiro início isso seja necessário, já que o emergir e o desvelamento primeiro dão o aberto e este dá o excesso que é a physis, conforme Heráclito. 11. No primeiro início experimentam-se o desvelamento e o velamento da physis como regresso emergente que se mantém constante na presença, sendo a aletheia a essência dessa physis; contudo o desvelado e o velado não são interrogados em seu fundamento, essencializando-se apenas como arché, de modo que o desvelado ganha prioridade na percepção — em Parmênides como tautón, na ideia como visibilidade, na [[lx>termos:e:energeia|energeia]] como constância da presença — deslocando a prioridade para o ente sob a aitia e relegando a aletheia ao esquecimento. 12. O verdadeiro designa aquilo experimentado e fundado na essência não reconhecida do verdadeiro, sempre igual enquanto se refere aos entes e permite demorar-se neles, ao passo que a verdade, essencialização do verdadeiro, é rara e a cada vez diferente, brotando da riqueza do próprio seer. 13. O desvelamento é arrancado do velamento e da veladura por meio de luta ([[lx>termos:π:o|πóλεμος]]), variando conforme o tipo e originalidade em que o velamento e sua pertença ao seer são interrogados, de modo que a mera introdução do termo "desvelamento" não basta para pensar "à maneira grega". 14. Com a interpretação platônica do ser como ideia, a essência da aletheia é lançada na indecisão, decisão de máximo alcance na história da verdade, através da qual o ser oculta sua essência e o abandono do ser pelo ser instaura-se como maquinação ([[lx>termos:m:machenschaft|Machenschaft]]), sendo o agathón, o "bem", em sua essência o "mau". 15. O conceito do aberto (das [[lx>termos:o:offene|Offene]]) é determinação do início já começado, do desvelamento, essência do ser experimentável apenas no saber inceptual, acessível somente ao ser humano histórico cujo perceber alcança o desvelamento, de modo que um ente só é objeto possível (ἀντί) por estar no domínio aberto do ser, domínio negado à planta, ao animal e a tudo que meramente vive. * o aberto só existe onde o mundo se estrutura como domínio velado e fundado dos entes * o "sobre e contra" (antí) revela o clarão do entre mais originário * o animal racional (animal rationale) é ser reflexivo voltado aos entes como objetos * o virar-se reflexivo do humano moderno deriva da história do próprio ser * a interpretação rilkeana do animal e do "Anjo" na Oitava Elegia testemunha a modernidade e a confusão entre confinamento e abertura 16. A verdade é desvelamento por pertencer ao ser como presença emergente, e o desvelamento é desocultamento por pertencer à clareira ([[lx>termos:l:lichtung|Lichtung]]), nome da essência mais inceptual do seer como acontecimento apropriador apropriador ([[lx>termos:e:ereignis|Ereignis]]), sendo a história a essencialização dessa clareira, pois a história separa mundo e terra e deixa emergir aquilo que deu nome à própria emergência, a physis, hoje oscilando indecisa entre reivindicar-se como totalidade dos entes e negar essa reivindicação. 17. Para os gregos, o ser (physis) decide-se pelo pertencimento do desvelamento ao ser, de modo que ser é emergir no desvelado, e o emergente é a essencialização originária do desvelado, donde derivam a visibilidade, a ideia, a ousia como presença e a entelécheia. 18. A questão de por que e como o velamento precede a aletheia enquanto pertença à physis permanece em aberto, e permanecer-se na errância fora dessa interrogação decorre de considerar já decidida a beingness do ente supremo e as essências do humano e da verdade, quando na verdade o Dasein — que suporta o fundamento abissal — só é conhecido por ser apropriado pelo seer. 19. A verdade como convenientia, concordância da representação com o ente, exige perguntar como o juízo é capaz de tal concordância e como o juízo — asserção, proposição, dirigir-se a algo como algo — surge do [[lx>termos:d:dasein|Dasein]] enquanto presentificação de algo como algo. 20. No momento em que a ideia consolida a aletheia contra a qual se ergue, talvez esta já estivesse voltada para o cognoscível (γιγνωσκόμενον), permanecendo obscuro o início a partir de Anaximandro e apenas intuído o caráter abissal da inceptualidade em Heráclito. 21. A aletheia, restrita de imediato ao ente cognoscível, é superada pela ideia, e o agathón incorpora-se à ortotes ([[lx>termos:o:orthotes|ὀρθότης]]) como estágio preliminar da representabilidade. 22. Compreender o desvelamento como caráter dos entes exige compreendê-lo a partir do ser, mas a pergunta pelos entes enquanto entes ampara-se numa decisão infundada sobre o ser sem que sua essência seja suficientemente interrogada. 23. O agathón designa, primeiro, o que torna todas as coisas aptas à presença e à constância; segundo, o que é próprio dos entes e é ele mesmo um ente para si, o fundamento mais próprio, causa, Deus, o absoluto, condição de possibilidade; terceiro, a luz, o brilho, a visibilidade, o desvelamento na luz — não a abertura-desvelamento; quarto, o traço inceptual encontrado em Parmênides. 24. Já no primeiro início a aletheia inclina-se para o lado do cognoscível conforme sua pertença à physis, embora sua possibilidade essencial alcance mais longe, evidenciando-se no tautón parmenídico contraposto à [[f>d:doxa|doxa]], no auto-mostrar-se que em Platão corresponde ao pseudos, caminho que entrincheira a ortotes e concede prioridade ao privativo e ao errar. 25. Reúnem-se aqui, simplesmente: em Heráclito, a physis que ama esconder-se (κρύπτεσθαι) e o logos ligado ao humano; em Parmênides, o mesmo (tautón), a aletheia como deusa e o noein-legein do humano; em Anaximandro, apenas o ex-eis, o retorno ao que propriamente é a partir do que vem depois; e, por fim, desvelamento-ser-início. 26. A aletheia como desvelamento do presente determina-se pela interpretação do ser como ousia, previamente como physis, fundando-se sobre a presencialidade; a physis já em relação ao eîdos e experimentada apenas assim (nous-noein), a aletheia já estabelecida — de outro modo seria a clareira "do" acontecimento apropriador apropriador — configura, assim, o eterno retorno do mesmo dentro do primeiro início. 27. O tautón, título do início que deixa surgir, designa o inceptual como reintegração desdobrante e essencialização plena — não identidade do intencionado, nem mesmidade do objeto, nem pertencimento — mas o que precede tudo sem ser o a priori; o desvelamento, presente de modo mais imediato nos entes como coisas contrapostas, essencializa-se como aquilo em que o humano também vem a se colocar, sendo a essência da liberdade derivada da essência da verdade e recuando atrás de toda questão metafísica, inclusive as de Schelling. 28. O tautón, corretamente traduzido como identidade e mesmidade — assim como a aletheia é corretamente "traduzida" como verdade —, designa o pertencer-junto em um, tal que o um, a partir de sua unidade, sustenta essa pertença e a deixa surgir, unificação não como composição posterior mas como reunião a partir de uma reunidade inceptual ([[lx>termos:l:logos|logos]]), que permite ao hen tornar-se e permanecer presente, constância do devir; o desvelamento pertence à presença, ao passo que o desocultamento já é a clareira (acontecimento apropriador). 29. [[f>n:nous|Noûs]], logos e psyché opõem-se ao ente e confirmam-se pela experiência dos humanos presentes sob as coisas presentes, deslocando-se na psyché (λόγον ἔχον) a relação ao ser e o próprio ser, permanecendo tudo indecidido no a priori, sem que nem o seer seja interrogado nem o Dasein experimentado. 30. Alcançar agora, pela primeira vez, a constância no Dasein a partir do seer como acontecimento apropriador exige não uma fabricação mas um dizer inventivo do abandono do ser pelo ser — abandono impensável sem o seer, isto é, sem a apropriação —, configurando um infundamento da verdade que funda sem ser mero possibilitar; a essência da verdade, esquecida ou tomada apressadamente como questão de "essência" no sentido de traços gerais inconsequentes, exige experimentar a rara e quase impossível história do seer, ainda que essa experiência se apresente como visão historiográfica do já passado, reduzindo a filosofia a mera sucessão de opiniões pessoais. 31. Não se pode simplesmente dizer "desvelamento" no lugar de "verdade" como se bastasse uma versão melhor ou nova do conceito, e é sempre mais genuíno rejeitar a aletheia como obsoleta e impossível a fazer dela uma "essência" a partir de uma ilusão desconhecida. 32. O fundamento da transformação da essência da verdade — fundamento do infundamento inceptual da verdade — permanece velado a toda metafísica, que jamais o interroga, sendo esse fundamento, o próprio seer, o que determina a essência da história aberta da verdade, sendo esse fundamento o próprio início. 33. A emergência é o retorno a si mesmo do desvelamento do velante, e do velamento provém o desvelamento como acontecer que é o próprio início — o puro "que" do início —, sendo o infundamento da aletheia o arrancar desta da physis e sua transferência ao logos, no que é desconhecida e esquecida como fundamento e domínio de clareira, exigindo-se que a fundação da aletheia como physis preserve a essência da physis para além do primeiro início. 34. O caráter de clareira transforma-se em presença, e a presença recua atrás das coisas presentes, tornando o ser ideia, sem que o caráter de clareira jamais desdobre seu acontecimento apropriador e seus intermediários, de modo que a emergência, por seu caráter surpreendente, torna-se imediatamente presença, da qual se distinguem vir-a-ser e perecer, contendo aí o genuíno da afirmação de que o ser (physis), presença emergente, é "devir" — já um conceito ontológico a partir da beingness e dos entes, conforme Aristóteles: de um ente a um ente. 35. O desvelamento (aletheia) torna-se assimilação ([[f>h:homoiosis|homoiosis]]) e esta torna-se correção pela via da história essencial, opondo-se o pervertido ao não-pervertido, o inadequado ao adequado, o inassimilado ao assimilado, o incorreto ao correto, enquanto a inverdade é apreendida como incorreção e a verdade torna-se correção, questionando-se o que se joga, nesse deslocamento, entre physis e aletheia — presença, emergência, autoocultamento emergente, admissão do perverter, intervenção do representar (noein, [[f>l:legein|legein]]) —, ligando-se essencialmente einai-hen e legein, o logos como reunidade originária e permanência em si mesmo, velamento como desvelamento, o hen à maneira da presença e da clareira. 36. Interroga-se persistentemente a relação do humano ao ser sempre a partir do ponto de vista humano, questão que talvez ainda afirme insuperavelmente a subjetividade, cabendo perguntar, ao contrário, pela relação do ser ao humano, ainda que "nós" só possamos questionar decisivamente a partir do seer, correndo o risco de essa inversão apenas aprisionar no meramente superveniente em vez de libertar para o originário, uma vez que somos sempre os questionadores; decide-se aí se o ser deve ser pensado já não a partir da relação ao humano, mas como essa própria relação, questionamento que surge de uma descoberta e apenas a desdobra. 37. Os "seres" do seer não se compreendem mais a partir da representação de entes como tais e em sua totalidade, mas historicamente na clareira do entre — luta e encontro, decisão mais remota. 38. O primeiro início e a própria inceptualidade só se experimentam pela primeira vez no outro início, mediante atenção ao dito de Anaximandro, Heráclito e Parmênides, atenção que já experimentou a desentranha (Entringung) a partir da qual pensa aletheia e physis; a aletheia não é um "momento" da physis, mas a physis é um desvelamento do desocultamento — desentranha eventual — que se vela no desvelamento como desocultamento e se integra à emergência, de modo que o retorno fica de imediato velado e a mera emergência instala-se na presença, possivelmente no que nunca se põe (τò μὴ δνον); a aletheia, essência do ser, desentranha-se do início, e o ser, seguindo essa desentranha, desentranha-se da aletheia, tornando-se physis em vez de imperar inceptualmente, buscando seu fundamento em noein-legein. * a essência humana relativa ao acontecimento apropriador permanece velada * o predomínio dos entes como tais instaura a entidade * os humanos estabelecem-se na téchne dos entes por estarem consignados ao ser * o seguimento da desentranha rumo ao avanço encontra-se salvo no agathón e na ideia 39. A experiência dessa desentranha no primeiro início constitui a dor mais remota de sustentar a diferença entre o primeiro e o outro início — não a dor da não-essência do primeiro início, mas a dor de suportar o afastamento no outro início —, sendo o primeiro início (aletheia) infundado, pois ao emergir desentranha-se de seu enovelamento velado que só aparece na experiência do outro início como o inapropriavelmente outro; primeiro e outro início não são dois começos distintos, mas o mesmo agora situado no entre que se abre à experiência como o já passado, e esse soltar-se do enovelamento — não voltado à inceptualidade, mas com caráter de auto-soltura — constitui o fundamento do avanço rumo à metafísica. 40. O um, o mesmo e a aletheia possuem o caráter da desentranha emergente, que não é arrancamento, pois a essência básica (o acontecimento apropriador) permanece dispondo, sendo essa desentranha emergente a própria reunião (logos), mostrando-se a ausência de fundação originária no fato de que apenas o hen emerge e o emergir determina-se como hen — reunião, tomar-junto e um —; em Heráclito, o fragmento mais originário e disponente é o fr. 16, o que nunca se põe, ligando physis-aletheia-lanthánein e exigindo experimentar o início como dizer o acontecimento apropriador, questionando-se com que direito a relação entre ser e pensar conduz o caminho, a partir da queda nos entes própria do humano, remetendo mais inceptualmente a noein-einai. 41. A experiência do primeiro início requer, primeiro, compreender o que são o primeiro e o outro início — este como inceptualidade do não-começado —; segundo, o que é experiência; terceiro, sob qual pressuposto se dá essa experiência; quarto, que toda experiência e não-experiência estão sob sua junção; quinto, que já se refletiu longamente sobre o nomeado aqui; sexto, que apenas um pensar correspondente, na mais remota distância, à essência do pensamento do primeiro início permite esperar experimentar algo, não bastando erudição acumulada para atravessar a ponte decisiva, que não pode ser simplesmente querida e executada pelo humano, exigindo já apropriação e resguardo numa experiência do início velado, conforme o fragmento 18 (τò ἀνέλπιστον); sétimo, melhor começar de imediato, sabendo do caráter provisório da tentativa, sem confusão nebulosa ou pretensiosa admissão de incapacidade, tampouco com pretensão de saber o que aqui já foi pensado; na aletheia habita a desentranha como desocultamento, e nela o noein (noûs) como pertença apreensora; para que ser e verdade se essencializem, ambos devem primeiro desentranhar-se de seu fundamento, questionando-se por que o ser entra imediatamente em relação com noein e logos. 42. O primeiro início não é alcançável "em si" nem meramente intencionado historiograficamente a partir de um ponto de vista arbitrário posterior, sendo recordado no pensar que antecipa o outro início, antecipação que constitui a experiência da história do seer, ela mesma surgida da experiência do acontecimento apropriador apropriada pelo próprio acontecimento apropriador, decisão que cabe ao ser e à sua essencialização, e não a "nós" quaisquer, a menos que sejamos os experimentados. 43. A interpretação precisa incorporar tudo exposto sobre metafísica, entidade, objetividade, unidade, hen, reflexão e negatividade, com o objetivo de mostrar que o primeiro início está fora da metafísica ainda que se torne seu impulso, relação esta a ser pensada sob o aspecto de uma história do ser experimentável a partir da inceptualidade do início, à qual a palavra deve responder. 44. O "é" de seer é usado aqui como verbo absoluto ([[lx>termos:z:zeitwort|Zeitwort]]), palavra do tempo, tal como o tempo ocorre originariamente enquanto tempo-espaço do entre relativo ao Dasein na reviravolta ([[lx>termos:k:kehre|Kehre]]). {{tag>GA71 Anfang}}