===== GA27:10-11 – FILOSOFIA DEMONSTRA A EX-CENTRICIDADE DO HOMEM ===== Dissemos: o ser-aí nunca se encontra fora da filosofia, mas a própria filosofia pertence à essência da existência do ser-aí. Portanto, precisamos colocá-la em curso no próprio ser-aí: ou seja, é preciso penetrar no ser-aí que nós mesmos respectivamente somos. Assim, parece que caímos em uma [[termos:a:auto:start|auto]]-investigação psicológica, como se o filosofar acabasse por se tornar uma ocupação egoísta consigo mesmo, uma dissecação da própria [[termos:v:vida-dh:start|vida]] anímica. Formulado inicialmente de maneira apenas negativa, a liberação do filosofar no ser-aí não tem nenhuma relação com um olhar psicológico embasbacado e mesmo egoísta de si mesmo. Todavia, deixar o filosofar liberar-se em nós tampouco se confunde com urna contemplação moralmente edificante do próprio eu. Nossas reflexões não têm nenhuma relação com tudo isso. Não se trata nem de psicologia nem de moral. É certo que com essas reflexões o ser-aí chega a um centro (Zentrum) próprio, mas esse assim chamado ponto de vista antropocêntrico tem algo de curioso. A partir dessa consideração antropocêntrica chegamos à seguinte intelecção (Einsicht): quando esse ser chamado homem (Wesen Mensch), supostamente apaixonado por si mesmo, se encontra no centro, ele se mostra, de acordo com sua mais profunda interioridade, como ex-cêntrico. Ou seja: justamente devido à essência de sua existência, o homem nunca pode estar objetivamente no centro do ente (Zentrum des Seienden). Pois é justamente isso que o filosofar tornará manifesto: o fato de que, por conta dessa sua essência, o homem é expelido para fora de si mesmo e para além de si, não sendo de maneira alguma uma propriedade de si mesmo. Para que essa intelecção (Einsicht) de que o ser-aí jamais se tem como um centro possa ser conquistada, é preciso que, de uma certa maneira, ele chegue justamente ao centro. [GA27MAC:11-12] [[termos:w:wir:start|Wir]] sagten: Das [[termos:d:dasein-hlex:start|Dasein]] steht [[termos:n:nicht:start|Nicht]] und nie außerhalb der Philosophie, sondern diese gehört zum [[termos:w:wesen-hlex:start|Wesen]] der [[termos:e:existenz:start|Existenz]] des Daseins. Also [[termos:m:mussen:start|müssen]] wir sie im Dasein [[termos:s:selbst:start|Selbst]] in [[termos:g:gang:start|Gang]] [[termos:b:bringen:start|bringen]]; also bedarf es eines Eingehens auf das Dasein, das wir jeweils selbst sind. So scheint es, [[termos:a:als:start|als]] gerieten wir in eine psychologische Selbstbetrachtung, als käme das [[termos:p:philosophieren:start|philosophieren]] darauf hinaus, eine egoistische Beschäftigung [[termos:m:mit:start|mit]] sich selbst, eine Zergliederung des eigenen Seelenlebens [[termos:z:zu:start|zu]] [[termos:w:werden:start|Werden]]. [[termos:z:zunachst:start|Zunächst]] nur so viel negativ: Das Freimachen des Philosophierens im Dasein hat mit einer psychologischen und gar egoistischen Selbstbegaffung [[termos:n:nichts:start|Nichts]] zu [[termos:t:tun:start|Tun]]. Aber ebensowenig [[termos:i:ist:start|ist]] das Freiwerdenlassen des Philosophierens in uns eine [[termos:m:moralisch:start|moralisch]]-erbauliche Betulichkeit um das eigene [[termos:i:ich-hlex:start|Ich]]. Mit all dem [[termos:h:haben:start|Haben]] diese Überlegungen aber nichts zu tun. Weder um Psychologie noch um Moral handelt es sich. Wohl kommt das Dasein [[termos:b:bei:start|bei]] diesen Überlegungen in ein eigenes Zentrum, aber dieser sogenannte anthropozentrische [[termos:s:standpunkt:start|Standpunkt]] hat etwas Merkwürdiges. In dieser anthropozentrischen [[termos:b:betrachtung:start|Betrachtung]] werden wir zur Einsicht [[termos:k:kommen:start|kommen]], daß dieses Wesen [[termos:m:mensch:start|Mensch]], [[termos:d:das-da:start|das Da]] angeblich in sich selbst verliebt im Zentrum steht, seinem Innersten nach ex-zentrisch ist, das heißt gerade dem Wesen seiner Existenz nach nie [[termos:o:objektiv:start|Objektiv]] im Zentrum des Seienden [[termos:s:stehen:start|stehen]] kann. Denn das wird gerade das Philosophieren [[termos:o:offenbar:start|Offenbar]] [[termos:m:machen:start|machen]], daß darin der Mensch aus sich selbst und [[termos:u:uber:start|über]] sich selbst hinausgeworfen wird und ganz und gar nicht das [[termos:e:eigentum:start|Eigentum]] seiner selbst ist. Damit diese Einsicht, daß das Dasein sich nicht als Zentrum hat, [[termos:w:wirklich:start|wirklich]] gewonnen wird, muß es gerade in gewisser [[termos:w:weise:start|Weise]] ins Zentrum kommen. [GA27:10-11] {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}