===== ESQUEMA-RESUMO ===== * § 1. Natureza e história como domínios de objetos para as ciências * § 2. Prolegômenos a uma fenomenologia da história e da natureza sob o fio condutor da história do conceito de tempo * § 3. Esboço do curso ** PARTE PRELIMINAR — SENTIDO E TAREFA DA PESQUISA FENOMENOLÓGICA ** ** Capítulo Primeiro — Surgimento e primeira irrupção da pesquisa fenomenológica ** * § 4. A situação da filosofia na segunda metade do século XIX. A filosofia e as ciências * a) A posição do positivismo * b) O neokantismo — a redescoberta de Kant na filosofia da ciência * c) Crítica ao positivismo — a exigência de Dilthey de um método autônomo para as ciências do espírito * d) A trivialização da problemática de Dilthey por Windelband e Rickert * e) A filosofia como «filosofia científica» — a psicologia como ciência fundamental da filosofia (a doutrina da consciência) * α) Franz Brentano * β) Edmund Husserl ** Capítulo Segundo — As descobertas fundamentais da fenomenologia, seu princípio e o esclarecimento de seu nome ** * § 5. A intencionalidade * a) A intencionalidade como estrutura das vivências: demonstração e primeiro esclarecimento * b) O equívoco de Rickert acerca da fenomenologia e da intencionalidade * c) A constituição fundamental da intencionalidade como tal * α) O percebido da percepção: o ente em si mesmo (coisa do mundo circundante, coisa natural, coisalidade) * β) O percebido da percepção: o como do ser-intencionado (o caráter de percebido do ente, o caráter de presença corporal) * γ) Primeira indicação do modo fundamental da intencionalidade como copertencimento de intentio e intentum * § 6. A intuição categorial * a) Visar intencional e preenchimento intencional * α) Identificação como preenchimento demonstrativo * β) Evidência como preenchimento identificador * γ) Verdade como identificação demonstrativa * δ) Verdade e ser * b) Intuição e expressão * α) Expressão de percepções * β) Atos simples e atos escalonados * c) Atos de síntese * d) Atos de ideação * α) Rejeição de equívocos * β) O significado dessa descoberta * § 7. O sentido originário do a priori * § 8. O princípio da fenomenologia * a) O significado da máxima «às coisas mesmas» * b) A autocompreensão da fenomenologia como descrição analítica da intencionalidade em seu a priori * § 9. Esclarecimento do nome «fenomenologia» * a) Esclarecimento do sentido originário dos componentes do nome * α) O sentido originário de fenômeno * β) O sentido originário de logos (logos apofântico e logos semântico) * b) Determinação da unidade de significado assim obtida e da pesquisa que lhe corresponde * c) Rejeição de alguns equívocos típicos acerca da fenomenologia decorrentes de seu nome ** Capítulo Terceiro — O primeiro desenvolvimento da pesquisa fenomenológica e a necessidade de uma reflexão radical nela mesma e a partir dela mesma ** * § 10. Elaboração do campo temático: a determinação fundamental da intencionalidade * a) Explicitação da delimitação do campo temático da fenomenologia e fixação dos horizontes de trabalho em Husserl e Scheler * b) Reflexão fundamental sobre a estrutura regional do campo em sua originalidade: elaboração da consciência pura como região autônoma do ser * § 11. Crítica imanente da pesquisa fenomenológica: discussão crítica das quatro determinações da consciência pura * a) A consciência é ser imanente * b) A consciência é ser absoluto no sentido de doação absoluta * c) A consciência é absolutamente dada no sentido de «nulla re indiget ad existendum» * d) A consciência é ser puro * § 12. Demonstração da omissão da questão acerca do ser do intencional como campo fundamental da pesquisa fenomenológica * § 13. Demonstração da omissão da questão acerca do sentido do próprio ser e do ser do homem na fenomenologia * a) A necessária delimitação da fenomenologia em relação à psicologia naturalista e sua superação * b) A tentativa de Dilthey de uma «psicologia personalista» — sua ideia do homem como pessoa * c) A incorporação, por Husserl, da tendência personalista no «Ensaio Logos» * d) Crítica fundamental da psicologia personalista sobre base fenomenológica * e) A tentativa malsucedida de Scheler de determinar o modo de ser dos atos e daquele que realiza os atos * f) Resultado da reflexão crítica: a omissão da questão acerca do ser como tal e do ser do intencional funda-se na decadência (Verfallenheit) do próprio ser-aí (Dasein) ** PARTE PRINCIPAL — ANÁLISE DO FENÔMENO DO TEMPO E OBTENÇÃO DO CONCEITO DE TEMPO ** ** PRIMEIRA SEÇÃO — DESCRIÇÃO PREPARATÓRIA DO CAMPO EM QUE O FENÔMENO DO TEMPO SE TORNA VISÍVEL ** ** Capítulo Primeiro — A fenomenologia fundada na questão do ser ** * § 14. Exposição da questão do ser a partir do sentido radicalmente compreendido do princípio fenomenológico * a) A retomada da tradição como repetição autêntica * b) Modificação do campo temático, do modo científico de tratá-lo e da autocompreensão precedente da fenomenologia mediante a reflexão crítica sobre a questão fundamental do ser como tal * c) Desdobramento da questão do ser sob o fio condutor do tempo ** Capítulo Segundo — Elaboração da questão do ser no sentido de uma primeira explicitação do ser-aí (Dasein) ** * § 15. Surgimento da questão do ser a partir de uma pré-compreensão indeterminada do ser-aí (Dasein) — questão do ser e compreensão do ser * § 16. Estrutura interrogativa da questão do ser * § 17. Correlação entre a questão do ser e o ente que questiona (ser-aí, Dasein) ** Capítulo Terceiro — A explicitação mais imediata do ser-aí (Dasein) a partir de sua cotidianidade. A constituição fundamental do ser-aí como ser-no-mundo (In-der-Welt-sein) ** * § 18. Obtenção das estruturas fundamentais da constituição básica do ser-aí (Dasein) * a) O ser-aí (Dasein) é no «ter de ser a cada vez» * b) O ser-aí (Dasein) no «ter de ser» da cotidianidade de sua respectividade * § 19. A constituição fundamental do ser-aí (Dasein) como ser-no-mundo (In-der-Welt-sein). O ser-em (In-Sein) do ser-aí e o ser-dentro das coisas simplesmente presentes * § 20. O conhecer como modo derivado do ser-em (In-Sein) do ser-aí (Dasein) * § 21. A mundanidade (Weltlichkeit) do mundo * a) A mundanidade do mundo como aquilo-em-que se abre o âmbito de encontro do ser-aí (Dasein) * b) A mundanidade do mundo circundante (Umwelt): o caráter circundante, o caráter espacial primário do «em torno» como constitutivo da mundanidade * § 22. O modo como a tradição passou por cima da questão da mundanidade do mundo, tomando Descartes como exemplo * § 23. Demonstração positiva da estrutura fundamental da mundanidade do mundo * a) Análise dos caracteres de encontro do mundo (indicação, remissão, totalidade remissiva, familiaridade, «impessoal» [Man]) * b) Interpretação da estrutura de encontro do mundo circundante: a correlação fenomenal de fundamentação dos próprios caracteres de encontro * α) Interpretação fenomenológica mais precisa do mundo circundante da ocupação — o mundo da obra * β) Caracterização da função específica de encontro desse mundo da obra para o encontro das coisas mais próximas do mundo circundante — o caráter específico de realidade do utilizável (Zuhandene) * γ) A função específica de encontro do mundo da obra para deixar encontrar aquilo que já está sempre aí — o simplesmente presente (Vorhandene) * c) Determinação da estrutura fundamental da mundanidade como significatividade (Bedeutsamkeit) * α) Interpretação equivocada do fenômeno da remissão como substância e função * β) Sentido da estrutura de encontro pertencente ao mundo como significatividade * γ) Correlação entre os fenômenos da significatividade, do signo, da remissão e da relação * δ) O ser-no-mundo (In-der-Welt-sein), enquanto ocupado e compreensivo, descobre o mundo como significatividade * § 24. Estruturação interna da questão acerca da realidade do mundo exterior * a) A realidade do mundo exterior está dispensada de qualquer prova ou crença nela * b) A realidade do real (mundanidade do mundo) não pode ser determinada a partir de seu ser-objeto e de seu ser-apreendido * c) A realidade não é interpretada por meio do «em-si»; antes, esse próprio caráter necessita de interpretação * d) A realidade não deve ser compreendida primariamente a partir da presença corporal do percebido * e) A realidade não é suficientemente esclarecida pelo fenômeno da resistência como objeto do impulso e do esforço * § 25. A espacialidade do mundo * a) A estrutura fenomenal do caráter circundante como tal é constituída por: distanciamento (Entfernung), região (Gegend) e orientação (Ausrichtung) * b) A espacialidade primária do próprio ser-aí (Dasein): distanciamento, região e orientação são determinações do ser do ser-aí enquanto ser-no-mundo (In-der-Welt-sein) * c) Espacialização do mundo circundante e de seu espaço — espaço e extensão em sua determinação matemática, tomando Leibniz como exemplo * § 26. O «quem» do ser-no-mundo (In-der-Welt-sein) * a) Ser-aí (Dasein) como ser-com (Mitsein) — o ser dos outros como co-ser-aí (Mitdasein) (crítica da temática da empatia) * b) O impessoal (Man) como o «quem» do ser-uns-com-os-outros na cotidianidade ** Capítulo Quarto — Explicitação mais originária do ser-em (In-Sein): o ser do ser-aí (Dasein) como cuidado (Sorge) ** * § 27. O ser-em (In-Sein) e o cuidado (Sorge) — esboço * § 28. O fenômeno do descobrimento * a) Estrutura do descobrimento do ser-aí (Dasein) em seu mundo: disposição afetiva (Befindlichkeit) * b) Compreender (Verstehen): realização do ser do descobrimento * c) Desenvolvimento do compreender na interpretação (Auslegung) * d) Discurso (Rede) e linguagem * α) Discorrer e ouvir * β) Discorrer e silenciar * γ) Discorrer e falatório (Gerede) * δ) Discurso e linguagem * § 29. A decadência (Verfallen) como movimento fundamental do ser-aí (Dasein) * a) O falatório (Gerede) * b) A curiosidade (Neugier) * c) A ambiguidade (Zweideutigkeit) * d) Os caracteres do movimento próprio da decadência * e) As estruturas fundamentais do ser-aí (Dasein) a partir do horizonte da decadência (Verfallenheit) * § 30. A estrutura do não-estar-em-casa (Unheimlichkeit) * a) O fenômeno da fuga e do temor * α) O temor como temer diante de algo, considerado segundo seus quatro momentos essenciais * β) As modificações do temor * γ) O temor no sentido de temer por algo ou alguém * b) A angústia (Angst) e o não-estar-em-casa (Unheimlichkeit) * c) Explicitação mais originária da decadência (Verfallen) e da angústia (Angst), ou não-estar-em-casa (Unheimlichkeit), em antecipação da constituição fundamental do ser-aí (Dasein) como cuidado (Sorge) * § 31. O cuidado (Sorge) como ser do ser-aí (Dasein) * a) Determinação da estrutura articulada do cuidado * b) Os fenômenos do impulso e da propensão * c) Cuidado e descobrimento * d) Cuidado e o caráter do «prévio» no compreender e na interpretação (posição prévia [Vorhabe], visão prévia [Vorsicht], concepção prévia [Vorgriff]) * e) A «Fábula de Cura» como testemunho de uma autointerpretação originária do ser-aí (Dasein) * f) Cuidado e intencionalidade ** SEGUNDA SEÇÃO — DESVELAMENTO DO PRÓPRIO TEMPO ** * § 32. O resultado e a tarefa da análise fundamental do ser-aí (Dasein): elaboração da questão do próprio ser * § 33. Necessidade do desenvolvimento temático da interpretação fenomenológica do ser-aí (Dasein) como um todo. O fenômeno da morte * § 34. Interpretação fenomenológica da morte como fenômeno do ser-aí (Dasein) * a) A possibilidade extrema da morte no modo de ser da cotidianidade * b) A relação autêntica do ser do ser-aí (Dasein) com a morte * § 35. O fenômeno do querer-ter-consciência (Gewissenhabenwollen) e do ser-culpado (Schuldigsein) * § 36. O tempo como o ser no qual o ser-aí (Dasein) pode ser sua totalidade ** EINLEITUNG ** ** Das Thema der Vorlesung und seine Behandlungsart ** * § 1. Natur und Geschichte als Gegenstandsgebiete für die Wissenschaften * § 2. Prolegomena zu einer Phänomenologie von Geschichte und Natur am Leitfaden der Geschichte des Zeitbegriffs * § 3. Aufriß der Vorlesung ** VORBEREITENDER TEIL ** ** Sinn und Aufgabe der phänomenologischen Forschung ** ** Erstes Kapitel — Entstehung und erster Durchbruch der phänomenologischen Forschung ** * § 4. Die Situation der Philosophie in der zweiten Hälfte des 19. Jahrhunderts. Die Philosophie und die Wissenschaften * a) Die Position des Positivismus * b) Der Neukantianismus — die wissenschaftstheoretische Wiederentdeckung Kants * c) Kritik am Positivismus — die Forderung Diltheys nach einer eigenständigen Methode für die Geisteswissenschaften * d) Die Trivialisierung der Diltheyschen Fragestellung durch Windelband und Rickert * e) Philosophie als »wissenschaftliche Philosophie« — die Psychologie als Grundwissenschaft der Philosophie (Die Lehre vom Bewußtsein) * α) Franz Brentano * β) Edmund Husserl ** Zweites Kapitel — Die fundamentalen Entdeckungen der Phänomenologie, ihr Prinzip und die Klärung ihres Namens ** * § 5. Die Intentionalität * a) Die Intentionalität als Struktur der Erlebnisse: Aufweis und erste Klärung * b) Rickerts Mißverständnis der Phänomenologie und Intentionalität * c) Die Grundverfassung der Intentionalität als solcher * α) Das Wahrgenommene des Wahrnehmens: das Seiende an ihm selbst (Umweltding, Naturding, Dinglichkeit) * β) Das Wahrgenommene des Wahrnehmens: das Wie des Intendiertseins (die Wahrgenommenheit des Seienden, der Charakter des Leibhaft-da) * γ) Erste Anzeige der Grundart der Intentionalität als Zusammengehörigkeit von intentio und intentum * § 6. Die kategoriale Anschauung * a) Intentionales Vermeinen und intentionale Erfüllung * α) Identifizierung als ausweisende Erfüllung * β) Evidenz als identifizierende Erfüllung * γ) Wahrheit als ausweisende Identifizierung * δ) Wahrheit und Sein * b) Anschauung und Ausdruck * α) Ausdruck von Wahrnehmungen * β) Schlichte und gestufte Akte * c) Akte der Synthesis * d) Akte der Ideation * α) Abwehr von Mißverständnissen * β) Die Bedeutung dieser Entdeckung * § 7. Der ursprüngliche Sinn des Apriori * § 8. Das Prinzip der Phänomenologie * a) Die Bedeutung der Maxime »zu den Sachen selbst« * b) Das Selbstverständnis der Phänomenologie als analytische Deskription der Intentionalität in ihrem Apriori * § 9. Die Klärung des Namens »Phänomenologie« * a) Die Klärung des ursprünglichen Sinnes der Bestandstücke des Namens * α) Der ursprüngliche Sinn von φαινόμενον * β) Der ursprüngliche Sinn von λόγος (λόγος ἀποφαντικός und λόγος σημαντικός) * b) Die Bestimmung der so gewonnenen Bedeutungseinheit und die ihr entsprechende Forschung * c) Abwehr einiger typischer Mißverständnisse der Phänomenologie, die sich von ihrem Namen her ergeben ** Drittes Kapitel — Die erste Ausbildung der phänomenologischen Forschung und die Notwendigkeit einer radikalen Besinnung in ihr selbst und aus ihr selbst heraus ** * § 10. Die Ausarbeitung des thematischen Feldes: die fundamentale Bestimmung der Intentionalität * a) Explikation der Ausgrenzung des thematischen Feldes der Phänomenologie und Fixierung der Arbeitshorizonte bei Husserl und Scheler * b) Die grundsätzliche Besinnung auf die regionale Feldstruktur in ihrer Originalität: die Herausarbeitung des reinen Bewußtseins als eigener Seinsregion * § 11. Immanente Kritik der phänomenologischen Forschung: kritische Erörterung der vier Bestimmungen des reinen Bewußtseins * a) Das Bewußtsein ist immanentes Sein * b) Das Bewußtsein ist absolutes Sein im Sinne absoluter Gegebenheit * c) Das Bewußtsein ist absolutes Gegebensein im Sinne des »nulla re indiget ad existendum« * d) Das Bewußtsein ist reines Sein * § 12. Aufweis des Versäumnisses der Frage nach dem Sein des Intentionalen als dem Grundfeld der phänomenologischen Forschung * § 13. Aufweis des Versäumnisses der Frage nach dem Sinn von Sein selbst und nach dem Sein des Menschen in der Phänomenologie * a) Die notwendige Abgrenzung der Phänomenologie gegen die naturalistische Psychologie und deren Überwindung * b) Diltheys Versuch einer »personalistischen Psychologie« — seine Idee des Menschen als Person * c) Husserls Aufnahme der personalistischen Tendenz im »Logos-Aufsatz« * d) Grundsätzliche Kritik der personalistischen Psychologie auf phänomenologischer Basis * e) Schelers gescheiterter Versuch bei der Bestimmung der Seinsart der Akte und des Aktvollziehers * f) Das Resultat der kritischen Überlegung: Das Versäumnis der Frage nach dem Sein als solchem und nach dem Sein des Intentionalen gründet in der Verfallenheit des Daseins selbst ** HAUPTTEIL ** ** Analyse des Zeitphänomens und Gewinnung des Zeitbegriffs ** ** ERSTER ABSCHNITT ** ** Die vorbereitende Deskription des Feldes, in dem das Phänomen der Zeit sichtbar wird ** ** Erstes Kapitel — Die in der Seinsfrage gegründete Phänomenologie ** * § 14. Die Exposition der Seinsfrage aus dem radikal verstandenen Sinn des phänomenologischen Prinzips * a) Die Aufnahme der Tradition als echte Wiederholung * b) Die Modifizierung des thematischen Feldes, der wissenschaftlichen Behandlungsart und des bisherigen Selbstverständnisses der Phänomenologie durch die kritische Besinnung auf die Fundamentalfrage nach dem Sein als solchem * c) Die Entfaltung der Seinsfrage am Leitfaden der Zeit ** Zweites Kapitel — Die Ausarbeitung der Seinsfrage im Sinne einer ersten Explikation des Daseins ** * § 15. Das Entspringen der Seinsfrage aus einem unbestimmten Vorverständnis des Daseins — Seinsfrage und Seinsverständnis * § 16. Die Fragestruktur der Seinsfrage * § 17. Der Zusammenhang von Seinsfrage und fragendem Seienden (Dasein) ** Drittes Kapitel — Die nächste Explikation des Daseins aus seiner Alltäglichkeit. Die Grundverfassung des Daseins als In-der-Welt-sein ** * § 18. Die Gewinnung der Fundamentalstrukturen der Grundverfassung des Daseins * a) Das Dasein ist im »Jeweilig-es-zu-sein« * b) Das Dasein im »Zu-sein« der Alltäglichkeit seiner Jeweiligkeit * § 19. Die Grundverfassung des Daseins als In-der-Welt-sein. Das In-Sein des Daseins und das Sein-in der vorhandenen Dinge * § 20. Das Erkennen als abgeleiteter Modus des In-Seins des Daseins * § 21. Die Weltlichkeit der Welt * a) Die Weltlichkeit der Welt als Worinheit für das Begegnenlassen des Daseins * b) Die Weltlichkeit der Umwelt: das Umhafte, der primäre Raumcharakter des »Um« als Konstitutivum von Weltlichkeit * § 22. Das traditionelle Überspringen der Frage nach der Weltlichkeit der Welt am Beispiel Descartes * § 23. Der positive Aufweis der Grundstruktur der Weltlichkeit der Welt * a) Analyse der Begegnischaraktere der Welt (Vorweisung, Verweisungsganzheit, Vertrautheit, »Man«) * b) Die Interpretation der Begegnisstruktur der Umwelt: der phänomenale Fundierungszusammenhang der Begegnischaraktere selbst * α) Die genauere phänomenologische Interpretation der Umwelt des Besorgens — die Werkwelt * β) Die Charakteristik der spezifischen Begegnisfunktion dieser Werkwelt für das Begegnen der nächsten Umweltdinge — der spezifische Realitätscharakter des Zuhandenen * γ) Die spezifische Begegnisfunktion der Werkwelt für das Begegnenlassen dessen, was schon immer da ist — das Vorhandene * c) Die Bestimmung der Grundstruktur der Weltlichkeit als Bedeutsamkeit * α) Die Fehlinterpretation des Phänomens der Verweisung als Substanz und Funktion * β) Der Sinn der Begegnisstruktur von Welt als Bedeutsamkeit * γ) Der Zusammenhang zwischen den Phänomenen Bedeutsamkeit, Zeichen, Verweisung und Beziehung * δ) Verstehendes besorgendes In-der-Welt-sein erschließt die Welt als Bedeutsamkeit * § 24. Die innere Strukturierung der Frage nach der Realität der Außenwelt * a) Das Realsein der Außenwelt ist jedem Beweis und Glauben daran enthoben * b) Die Realität des Realen (Weltlichkeit der Welt) ist nicht aus ihrem Gegenstand- und Erfaßtsein zu bestimmen * c) Die Realität ist nicht interpretiert durch das »Ansich«; dieser Charakter ist vielmehr selbst auslegungsbedürftig * d) Die Realität ist nicht primär von der Leibhaftigkeit des Vernommenen her zu verstehen * e) Die Realität ist nicht vom Phänomen des Widerstandes als des Gegenstandes für Trieb und Streben her zureichend geklärt * § 25. Die Räumlichkeit der Welt * a) Die Abhebung der phänomenalen Struktur des Umhaften als solchen ist konstituiert durch: Entfernung, Gegend, Orientierung (Ausrichtung) * b) Die primäre Räumlichkeit des Daseins selbst: Entfernung, Gegend, Orientierung sind Seinsbestimmungen des Daseins als In-der-Welt-sein * c) Die Verräumlichung der Umwelt und des Umweltraumes — Raum und Ausdehnung in der mathematischen Bestimmung am Beispiel Leibnizens * § 26. Das »Wer« des In-der-Welt-seins * a) Dasein als Mitsein; das Sein der Anderen als Mitdasein (Kritik der Einfühlungsthematik) * b) Das Man als das Wer des Seins des Miteinander in der Alltäglichkeit ** Viertes Kapitel — Ursprünglichere Explikation des In-Seins: das Sein des Daseins als Sorge ** * § 27. Das In-Sein und die Sorge — Aufriß * § 28. Das Phänomen der Entdecktheit * a) Die Struktur der Entdecktheit des Daseins in seiner Welt: die Befindlichkeit * b) Der Seinsvollzug der Entdecktheit: das Verstehen * c) Die Ausbildung des Verstehens in der Auslegung * d) Rede und Sprache * α) Reden und Hören * β) Reden und Schweigen * γ) Reden und Gerede * δ) Rede und Sprache * § 29. Das Verfallen als eine Grundbewegtheit des Daseins * a) Das Gerede * b) Die Neugier * c) Die Zweideutigkeit * d) Die Charaktere der eigenen Bewegtheit des Verfallens * e) Die Fundamentalstrukturen des Daseins aus dem Horizont der Verfallenheit * § 30. Die Struktur der Unheimlichkeit * a) Das Phänomen von Flucht und Furcht * α) Die Furcht als Sichfürchten vor nach ihren vier Wesensmomenten betrachtet * β) Die Modifikationen der Furcht * γ) Die Furcht im Sinne des Fürchtens um * b) Die Angst und die Unheimlichkeit * c) Ursprünglichere Explikation von Verfallen und Angst (Unheimlichkeit) im Vorblick auf die Grundverfassung des Daseins als Sorge * § 31. Die Sorge als das Sein des Daseins * a) Die Bestimmung der gegliederten Struktur der Sorge * b) Die Phänomene des Dranges und Hanges * c) Sorge und Entdecktheit * d) Sorge und der Charakter des »Vor« in Verstehen und Auslegung (Vorhabe, Vorsicht, Vorgriff) * e) Die »Cura-Fabel« als Beleg einer ursprünglichen Selbstauslegung des Daseins * f) Sorge und Intentionalität ** ZWEITER ABSCHNITT ** ** Die Freilegung der Zeit selbst ** * § 32. Das Ergebnis und die Aufgabe der fundamentalen Daseinsanalyse: die Ausarbeitung der Frage nach dem Sein selbst * § 33. Die Notwendigkeit der thematischen Ansetzung der phänomenologischen Interpretation des Daseins als eines Ganzen. Das Phänomen des Todes * § 34. Die phänomenologische Interpretation des Todes als Daseinsphänomen * a) Die äußerste Möglichkeit des Todes in der Seinsart der Alltäglichkeit * b) Das eigentliche Seinsverhältnis des Daseins zum Tode * § 35. Das Phänomen des Gewissenhabenwollens und des Schuldigseins * § 36. Die Zeit als das Sein, in dem Dasein seine Ganzheit sein kann * Nachwort des Herausgebers {{tag>GA20}}