===== GA18:28-29 – A ALMA É OUSIA ===== 2. Aἴτιον ἐνυπάρχον: “Aquilo que está aí simplesmente co-presente” em tal ser, na função do αἴτιον τοῦ εἶναι. Um caráter ontológico ([[lx>termos:s:seinscharakter|Seinscharakter]]) entendido dessa forma é o ψυχή ([[f>p:psyche|psyche]]). Dizer que a alma ([[lx>termos:s:seele|Seele]]) é [[lx>termos:o:ousia|οὐσία]] significa que ela é um caráter de ser que está aí em um ente entendido no sentido acima: a alma simplesmente está aí co-presente de tal forma que contribui para constituir o ser específico daquilo que chamamos de vivo. Ela é a causa, ela constitui o ser específico de um ser vivo ([[lx>termos:l:lebenden|Lebenden]]), ou seja, de um ser no sentido de 'ser em um mundo' ([[lx>termos:i:in-der-welt-sein|In-einer-Welt-Seins]]). Os dois elementos fundamentais são o κρίνειν ([[f>k:krinein|krinein]]) e o κινεῖν. Um ser vivo não está simplesmente aí ([[lx>termos:v:vorhanden|vorhanden]]) (como acessível a qualquer um), mas, explicitamente, em seu estar simplesmente aí, além disso, 'aí' ele está, ele pode ver, agir, mover-se. Os dois elementos desse [[lx>termos:o:ousia|οὐσία]] são o κρίνειν — o “destacar-se” de qualquer outra coisa, o orientar-se em um mundo — e o κινεῖν, o “mover-se dentro dele”, o “ter o que fazer nele”, o “andar e lidar com ele”. Ao lidar com a filosofia grega, é preciso, portanto, ser um pouco mais cauteloso com a famosa “substancialidade” da alma. Oὐσία significa um modo de ser, e se a alma é chamada de οὐσία, então isso indica um modo excelente de ser (Weise des Seins), ou seja, o ser dos vivos (Seins des Lebenden). {{tag>GA18 alma ousia}}