===== LOGOS (1982:233-236) ===== //ZIMMERMAN, Michael E. Eclipse of the Self. Athens: Ohio University Press, 1982.// * O Logos atua como presença e atividade de reunião que clareia o espaço para a manifestação, superando a visão subjetivista anterior ao reconhecer que os entes naturais aparecem uns aos outros independentemente da existência humana. * Interpretação do Logos como Ser e verdade. * Revisão da posição de Ser e Tempo sobre a dependência dos entes em relação ao Dasein. * Exemplo da manifestação das cenouras para o coelho e para o jardineiro. * Logos como atividade autogovernada de interação natural. * A dinâmica da revelação exige necessariamente um reservatório de ocultamento, onde a temporalidade humana constitui uma modificação do esquecimento cósmico que permite aos entes emergirem do vazio inesgotável. * Dependência da aletheia em relação ao Lethe. * Lethe como receptáculo ou vazio de onde extrai a revelação. * Autenticidade como permissão para o jogo de revelar e velar. * A consciência da abertura revela que o ser humano serve ao transcendente, sendo o vidente aquele que, apropriado pelo Logos, visualiza a totalidade da presença e revela o próprio princípio de reunião. * Distinção entre a maioria inconsciente e o vidente. * Logos revela os entes; vidente revela o Logos. * Ocorrência da homolegein ou correspondência na apropriação. * A conformidade fatídica com o Logos exige a superação da arrogância habitual para que o ser humano e os deuses atuem como clareiras iluminadas onde ocorre o acontecimento de reunião e auto-manifestação. * Legein mortal destinado à apropriação no Logos. * Experiência do relâmpago da revelação pelo vidente. * Impossibilidade de esconder-se do fogo da reunião autoveladora. * Homens e deuses definidos como i-luminados ou apropriados para a clareação. * A semelhança entre a existência humana e o ritmo cósmico manifesta-se no aparecimento e desaparecimento dos eventos, levando a um esquecimento duplo da existência e do próprio esquecimento que pode ser mitigado pela atenção às coisas simples. * Esquecimento de que ser significa ser manifesto. * Analogia entre experiência humana e Logos cósmico. * Recurso a objetos simples como a jarra para recuperar a memória do ser. * A suspensão do ponto de vista objetificante e cultural permite que a coisa se revele a partir de si mesma como um centro de reunião que congrega terra, céu, divindades e mortais através do ato de derramar. * Jarra vista como objeto contraposto ao sujeito versus jarra como coisa. * Reunião dos quatro elementos no uso da jarra. * Ausência de deuses caracterizando o não-mundo. * A coisa organiza-se de forma independente como uma imagem do cosmos, reunindo ao seu redor um mundo de inter-relações significativas que não depende de uma construção transcendental subjetiva. * Independência da coisa apesar de ser fabricada. * Unidade do Geviert ou quádruplo auto-unificado. * Mundo como contexto de reflexão mútua e não projeção do sujeito. * O espelhamento apropriativo constitui a dinâmica onde cada elemento do quádruplo clareia e reflete os outros, libertando-os para o seu próprio ser ao mesmo tempo em que os vincula em uma simplicidade essencial. * Espelhamento distinto de mera representação de semelhança. * Apropriação da presença no pertencer-junto. * Toque mútuo dos elementos através do espelhamento livre e vinculado. {{tag>Zimmerman logos aletheia lethe homolegein}}