===== DASEIN (1999)===== //POLT, Richard F. H. Heidegger: an introduction. N.Y: Cornell University Press, 1999.// * A investigação da constituição ontológica exige a superação da distinção tradicional entre essência e existência, propondo que o modo de ser de uma entidade determina o significado de sua presença [1]. * Contraste com a definição convencional de natureza ou essência. * Revisão da dicotomia entre o que-é e o fato-de-ser. * Vínculo entre o tipo de entidade e o sentido de sua existência. * Diferença qualitativa entre a presença de uma rocha e a de uma pessoa. * A introdução do termo Dasein visa substituir as designações antropológicas tradicionais para evitar preconceitos históricos e enfatizar a capacidade humana de compreender o ser [2]. * Significado etimológico como ser-aí. * Grafia hifenizada Da-sein para destacar a raiz. * Recusa do termo homem ou ser humano. * Ruptura com a tradição filosófica e psicológica milenar. * A morfologia verbal do substantivo Dasein indica que a especificidade humana reside em um modo dinâmico de existir e não em uma substância estática ou propriedade essencial [3]. * Caráter de atividade ou processo sugerido pelo infinitivo. * Definição do ente por seu modo de ser ou existência. * Distinção qualitativa em relação ao modo de ser de objetos. * Concepção da essência a partir da existência. * O conceito de aí transcende a mera localização espacial para designar o envolvimento engajado em um contexto significativo onde o mundo se torna inteligível para o sujeito [4]. * Contraste com a localização física de objetos inanimados. * Habitação em um mundo de sentido. * Importância da situação temporal e espacial para o indivíduo. * Indiferença do ente não humano ao seu próprio contexto. * A relação entre o Dasein e seu aí caracteriza-se por uma codependência essencial onde o indivíduo constitui o mundo e é simultaneamente constituído por ele [5]. * Necessidade ontológica do mundo para a existência do sujeito. * Impossibilidade de o mundo ser o que é sem as pessoas que o habitam. * Exemplificação com o contexto histórico da Alemanha de 1927. * Definição do eu como a soma do sujeito e sua circunstância. * A função ontológica do Dasein consiste em servir como o local de manifestação do ser, permitindo que os demais entes sejam compreendidos enquanto tais [6]. * Papel do homem como o aí para o ser. * Dependência do sentido dos entes em relação à presença humana. * Estratégia metodológica de investigar o ser através do Dasein. * Conexão entre estar no mundo e compreender o ser. * A metodologia de investigação enfrenta a objeção de circularidade lógica ao pressupor uma compreensão do ser para analisar o ente que deve revelar o sentido do ser [7]. * Problema de usar o Dasein para explicitar o ser e vice-versa. * Recorrência do diálogo com objeções internas em Ser e Tempo. * Paralelo com o paradoxo de Mênon em Platão. * Necessidade de conhecimento prévio para iniciar a busca. * A resolução do aparente impasse circular baseia-se na existência de uma pré-compreensão vaga que orienta a busca pela clarificação conceitual explícita [8]. * Referência ao mito da reminiscência socrática. * Distinção entre saber vago e saber claro. * Processo de explicitação do que já é familiar. * Movimento de clarificação mútua entre ser e existência humana. * A circularidade hermenêutica não constitui uma falha lógica viciosa, mas uma estrutura em espiral que permite o aprofundamento progressivo da compreensão através da revisão constante das descrições iniciais [9]. * Necessidade de entrar no círculo da maneira correta. * Recusa de definições dogmáticas iniciais. * Refinamento e reinterpretação contínua dos conceitos. * Caráter produtivo e não estéril do retorno ao início. * A problemática do raciocínio circular conecta-se aos princípios fundamentais da compreensão humana e exige um reexame posterior à luz do avanço na descrição do Dasein [10]. * Conexão com a estrutura geral da compreensão. * Adiantamento da discussão aprofundada para etapas futuras. {{tag>Polt Dasein}}