===== Dastur (2002) – Dasein E "EU" ===== É na medida em que é uma tal abertura — que impede que seja ele confundido com o que a filosofia moderna chama de “[[termos:s:sujeito:start|sujeito]]” e que ela entende como uma interioridade opondo-se à exterioridade dos objetos — que o Dasein, porque não é indiferente a seu próprio existir, pode, todavia, designar a si mesmo pelo pronome pessoal “eu”. Não seria necessário confundir, na [[termos:v:verdade:start|verdade]], como estamos naturalmente inclinados a fazê-lo, a subjetividade e a capacidade de dizer “eu”. Pela palavra “eu” o Dasein designa a si mesmo, isto é, que ele se expressa como ser-no-mundo, o que não significa necessariamente dizer que ele se reconhece como “sujeito”, pois este é, ao contrário, pelo fato de seu próprio nome (subjectum, “aquilo que jaz sob”), compreendido a partir do modelo do conceito de substância como [[termos:r:res:start|res]] cogitans, “coisa pensante”. Há então uma ipseidade ou uma identidade do eu que não se confunde em hipótese alguma com o ser-sujeito pelo próprio fato de que ela jamais foi realizada, mas, ao contrário, sempre “está para” e este “estar para” tem a forma de um projeto de si-no-mundo que não pressupõe nenhum ser substancial como seu fundamento. (DASTUR, Françoise. A morte: ensaio sobre a finitude. Tr. Maria Tereza Pontes. Rio de Janeiro: DIFEL, 2002) {{indexmenu>.#1|skipns=/^playground|^wiki/ nsonly}}