obra:ga71:1d-da-seyn
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| + | ===== 1.D. Da-seyn ===== | ||
| + | D. O pensamento ocidental — Reflexão — Da-seyn | ||
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| + | 60. O pensar pensante (denkendes Denken) não é um pensamento intensificado ou "mais enérgico" | ||
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| + | * o pensar pensante caracteriza-se pela reserva de distinguir e pela reserva de experimentar o inquietante, | ||
| + | * o pensamento calculador acostumou-nos a exigir do pensar o agarrar (Zugriff), a garra (Griff) e o conceito ([[lx> | ||
| + | * o rigor do pensar não repousa na representação conceitual, mas na originariedade do dizer sem imagem, na palavra dócil que habita a essência da verdade | ||
| + | * dá-se aí a invasão do inquietante no repentino | ||
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| + | 61. Nada "vem à tona" no pensar (como " | ||
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| + | 62. O início do pensamento ocidental designa a inceptualidade da filosofia surgida no Ocidente, isto é, do philosophein, | ||
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| + | * retroceder ao início da filosofia ocidental pode ao menos mostrar de onde e como cada filósofo se desenvolveu, | ||
| + | * colecionar informações sobre os grandes filósofos significa apenas refletir sobre um modo de pensar passado em vez de pensar por si mesmo a partir do presente e em favor dele | ||
| + | * fixar-se numa filosofia especialmente marcante — Platão, Leibniz, Kant, Hegel, Nietzsche — ou numa mistura delas continua sendo apenas pensar sobre o pensar, não um pensar ele mesmo, mera fuga para a historiografia | ||
| + | * abandonar a historiografia exige que o pensar surja a partir do presente e em favor dele, substituindo as discussões historiográficas sobre coisas antiquadas | ||
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| + | 63. Pensar sobre o pensar coloca-nos numa posição inesperada, pois quem vive natural e diretamente também pensa, ainda que pensando algo urgente, servindo-se do pensar como de uma ferramenta à disposição — tal qual o martelo serve para cravar o prego —, mas pensar sobre o pensar assemelha-se à tentativa de martelar o próprio martelo, o que não está em ordem quando se trata do mesmo martelo, exigindo um segundo instrumento. | ||
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| + | * martelar o martelo, pensar sobre o pensar, não se dá continuamente mas apenas ocasionalmente, | ||
| + | * pensar sobre o pensar de modo torcido e desvairado — " | ||
| + | * cabe perguntar quem afirma que o pensar é algo pensante — Kant, por exemplo — e o que distingue o filosófico do ordinário, sendo o filosófico incomum e sem auxílio disponível | ||
| + | * pensar não é algo já disposto como ferramenta, mas faculdade e atividade, ato de pensamento, comportamento, | ||
| + | * pensar sobre o pensar não é reflexivo nem introspectivo, | ||
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| + | 64. O início do pensar compreende, primeiro, o começo e a partida; segundo, aquilo que o pensar (agradecer-pensar, | ||
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| + | 65. Sob que condições a filosofia é um " | ||
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| + | 66. A historicidade ([[lx> | ||
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| + | 67. A historiografia ([[lx> | ||
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| + | * a historiografia manifesta-se como exploração, | ||
| + | * no âmbito da historiografia e da técnica, a representação dirige-se apenas a instituições, | ||
| + | * sentida essa carência, refugia-se na " | ||
| + | * o platonismo na historiografia é inevitável conforme a essência metafísica desta, manifestando-se em formas várias de platonismo banal, infortúnio da consideração correspondente a essa carência | ||
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