obra:ga65:temas:visoes-de-mundo
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| + | ===== VISÕES DE MUNDO ===== | ||
| + | O tempo dos “sistemas” passou. O tempo da construção da figura essencial do ente a partir da verdade do seer ainda não chegou. Entrementes, | ||
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| + | Por mais diversa, porém, que sejam essas **VISÕES DE MUNDO** e por mais violentamente que elas se combatam velada ou abertamente – se é que o chafurdar no não decidido ainda tem o direito de ser chamado de luta –, todas elas concordam em um primeiro momento, sem que o saibam e sem refletir sobre isso, quanto ao fato de que o homem é estabelecido como aquilo que já se conhece em sua essência, como o ente, com vistas ao qual e a partir do qual toda e qualquer “transcendência” é determinada e, em verdade, como aquilo que o homem deve determinar. Mas isso se tornou fundamentalmente impossível, | ||
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| + | No que o abandono do ser se anuncia: 1) A completa insensibilidade em relação ao múltiplo naquilo que é considerado essencial; plurissignificância provoca a perda de força e a má vontade em relação à decisão real e efetiva. Por exemplo, tudo o que significa a palavra “povo”: o elemento comunitário, | ||
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| + | Nietzsche continua preso na metafisica: do ente para o ser; e Nietzsche esgota todas as possibilidades dessa posição fundamental que, entrementes, | ||
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| + | O “tempo” como temporialidade, | ||
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| + | A morte não chega aqui ao âmbito da meditação que estabelece as bases, para que se possa ensinar “em termos de **VISÕES DE MUNDO**” uma “filosofia da morte”, mas para que se possa trazer pela primeira vez a questão do ser para o seu fundamento e abrir o ser-aí como o fundamento a-bissal, voltando-o para o projeto, isto é, para o com-preender no sentido de Ser e tempo (não, por exemplo, para tornar “compreensível” a morte para os jornalistas e os burgueses). (tr. Casanova; GA65: 163) | ||
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| + | Aquele se encontrar exposto de modo arrebatado e extasiante no desconhecido, | ||
| + | A diferença na questão do ser, que é uma questão histórica e que cinde a história da metafísica em relação ao pensar por vir, designa em sua primeira realização a transição. Só que a diferença não liga sob o modo do destaque algo passado e algo vindouro, uma história decorrida e uma história iminente, mas cinde antes dois cursos profundos fundamentalmente diversos da história ocidental. O fato de a história da metafísica (com Nietzsche) ter chegado ao fim não diz de maneira alguma que, desde então, o pensar metafísico (o que significa ao mesmo tempo o pensar conforme à razão, o pensar lógico) teria se esgotado. Ao contrário: esse pensar transpõe agora a sua morada fixa para a região das **VISÕES DE MUNDO** e da cientificização crescente da atividade cotidiana, tal como essa atividade se firmou já na reconfiguração do Cristianismo e tal como ela segue com ele em direção às formas de sua “secularização”, | ||
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