obra:ga65:temas:ser-do-homem
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| + | ===== SER DO HOMEM (MENSCHSEINS) ===== | ||
| + | Menschseins | ||
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| + | Caso se dê e se queira dar aqui um passo de todos o mais imediato em direção a uma clareza que se estende para além da mera terminologia tosca, então crescem tarefas essenciais de clarificação, | ||
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| + | Na questão “quem somos nós” reside e se encontra a questão de saber se nós somos. As duas questões são indissociáveis, | ||
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| + | Aqui abre-se o olhar para nexos de um tipo completamente diverso, configurados de maneira diversa da que eles são conhecidos pelo mero cálculo e orientação do **SER DO HOMEM** presente à vista, como se o que estivesse em questão fosse promover nele sempre a cada vez apenas uma transformação, | ||
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| + | O pensamento inicial, porém, encontra o mais duro obstáculo na autocompreensão inexpressa, que o homem hoje tem de si. Abstraindo-nos completamente das interpretações particulares e dos estabelecimentos particulares de finalidades, | ||
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| + | O olhar que se volta para nós é realizado a partir do salto prévio no ser-aí. Para a primeira meditação, | ||
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| + | O outro início é o salto que transforma o seer em meio à sua verdade mais originária. O pensar ocidental na questão diretriz estabelece, de acordo com o seu início, o primado do ente ante o ser; o “a priori” é apenas o velamento do caráter ulterior do seer, velamento que precisa vigorar, na medida em que, no acesso imediatamente primeiro, acolhedor e reunidor ao ente, é aberto o seer. Assim, não pode causar espanto, mas precisa ser concebido expressamente como consequência o modo como, então, o ente mesmo se torna normativo para a entidade em uma determinada interpretação. Apesar de, sim, com base no primado da physis e do physei ón, porém, precisamente o thesei ón e o poioumenon se tornam aquilo que fornece agora para a interpretação apreendedora o elemento compreensível, | ||
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| + | O ser para a morte precisa ser concebido como determinação do ser-aí e apenas assim. Aqui se realiza a mensuração mais extrema da temporalidade e, com isso, a referência do espaço da verdade do seer, a indicação do tempo-espaço. Portanto, não para negar o “seer”, mas sim para instituir o fundamento de sua afirmabilidade plena e essencial. Como é mesquinho e barato, porém, extrair a palavra “ser para a morte”, dispor sobre ela uma “visão de mundo” tosca e, então, colocá-la em Ser e tempo. Aparentemente, | ||
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| + | 1) A tarefa em Ser e tempo: a questão do ser como a questão acerca do “sentido de seer”; cf observação prévia em Ser e tempo. Ontologia fundamental como transitória. Ela fundamenta e supera toda ontologia, mas precisa partir necessariamente do conhecido e corrente, e, por isso, se encontra sempre no lusco-fusco. 2) Questão do ser e a questão acerca do homem. Ontologia fundamental e antropologia. 3) O **SER DO HOMEM** como ser-aí (cf observações correntes a Ser e tempo). 4) A questão do ser como superação da questão diretriz. Desdobramento da questão diretriz; cf sua estrutura. O que significa des-dobramento? | ||
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| + | Nunca se chega a determinar e a inquirir o **SER DO HOMEM** assim interpretado e, com efeito, em seu papel de fio condutor para a verdade do ente a partir dessa verdade mesma, e, assim, a visualizar a possibilidade de que, por fim, o ser humano assuma em geral em face do ser uma tarefa, que, para além dele, o transponha de maneira revirada naquele elemento questionável, | ||
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| + | O ser-aí, concebido como **SER DO HOMEM**, já se encontra na conceptualidade prévia. A questão relativa à sua verdade continua sendo como o homem, se tornando mais essente, se recoloca no ser-aí, fundando-o, assim, a fim de se expor, com isso, à verdade do seer. Mas esse colocar-se e sua constância se fundam no acontecimento da apropriação. Por isto, é preciso perguntar: Em que história o homem precisa se encontrar, para que ele se torne pertinente ao acontecimento da apropriação? | ||
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| + | Quem é o homem? Aquele que é usado pelo seer para a suportação da essenciação da verdade do seer. Usado assim, contudo, o homem só “é” homem, na medida em que ele está fundado no ser-aí, isto é, na medida em que ele mesmo se torna de maneira criativa o fundador do ser-aí. O seer, porém, é concebido aqui ao mesmo tempo como acontecimento apropriador. As duas coisas se com-pertencem: | ||
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| + | O ser-ausente também pode ser visado ainda em outro sentido não menos essencial. Se o ser-aí é experimentado justamente como o fundamento criador do **SER DO HOMEM** e se, com isso, ele chega a saber que o ser-aí é apenas instante e história, então o ser humano habitual precisa ser determinado a partir daí como ser-ausente. Ele está “ausente” da constância do aí e completamente apenas junto ao ente como o presente à vista (esquecimento do ser). O homem é o ausente. (tr. Casanova; GA65: 201) | ||
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| + | Além disso, porém, precisa ser fundado justamente o **SER DO HOMEM** como aquilo que preserva e desdobra por assim dizer o ser-aí, pre-parando e combatendo os criadores. (tr. Casanova; GA65: 201) | ||
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| + | O projeto não de “explicar”, | ||
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| + | Mesmo essa meditação não pode senão indicar que algo necessário ainda não foi concebido e captado. Esse elemento necessário, | ||
| + | O fato, porém, de essa diferenciação poder ser denominada como a estrutura de campo da metafísica ocidental e o fato de ela precisar ser denominada sob essa forma indeterminada têm sua razão de ser na história inicial do próprio seer. Na physis encontra-se implicado o fato de que, para a representação maximamente universal (pensar), o ser é o que mais se presenta de maneira mais constante e, enquanto um tal ente que se presenta, o fato de que ele é o vazio da atualidade mesma. Na medida em que o pensamento se embrenhou no domínio da “lógica”, | ||
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