obra:ga65:temas:historia-do-seer
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| + | ===== HISTÓRIA DO SEER (GESCHICHTE DES SEYNS) ===== | ||
| + | Geschichte des Seyns | ||
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| + | Em verdade, quase não é possível se aproximar da essência da decisão pensada em termos da **HISTÓRIA DO SEER**, sem partir de qualquer modo de nós, do homem, e sem pensar em meio à “decisão” em escolha, resolução, | ||
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| + | A expressão também não significa, porém, o seer “verdadeiro”, | ||
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| + | Abandono do seer é, no fundo, uma de-generescência do seer. A essência é perturbada e só ganha a verdade como correção da re-presentação – noein – dianoein – idea. O ente permanece o que se presenta, e propriamente ente é o constantemente presente e, assim, o que a tudo con-diciona, | ||
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| + | Se maquinação e vivência são denominadas juntas, isso aponta para o pertencimento essencial das duas uma à outra, mas encobre ao mesmo tempo uma não coetaneida.de igualmente essencial no interior do “tempo” da **HISTÓRIA DO SEER**. A maquinação é a inessência primeva, mas ainda por longo tempo velada, da entidade do ente. Mas mesmo se ela Vier à tona em determinadas figuras, tal como na Modernidade, | ||
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| + | 24) A questão é que o grande deslocamento abismado só surge do saber essencial, que se encontra no outro início, nunca a partir da impotência e da mera perplexidade. O saber, porém, é a insistência na questionabilidade do seer, que guarda, assim, a sua dignidade única no fato de que ele só se doa de maneira bastante rara na recusa como o acontecimento apropriador velado do passar ao largo da decisão sobre a chegada e a fuga dos deuses no ente. Que homem por vir funda esse instante do passar ao largo para o início de uma outra “era”, quer dizer: uma outra **HISTÓRIA DO SEER**? A dissolução e a junção das faculdades científicas de sustentação. As ciências dos espírito historiológicas transformam-se em ciências da imprensa. As ciências naturais transformam-se em ciência de máquinas. “Jornal” e “máquina” são visados no sentido essencial como modos em constante avanço da objetivação definitiva (que impele, no que concerne aos tempos modernos, para a consumação), | ||
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| + | Meditações históricas têm o fundamento de sua re-alizabilidade no pensar da **HISTÓRIA DO SEER**. O que acontece, porém, se a essência do pensar tiver se perdido para nós e se a lógica tiver sido eleita para dispor do “pensamento”, | ||
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| + | A transição para o outro início está decidida e, contudo, não sabemos para onde estamos indo, quando a verdade do seer se tornará o verdadeiro e a partir de onde a história enquanto **HISTÓRIA DO SEER** tomará a sua via mais íngreme e mais curta. Como transitórios dessa transição, | ||
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| + | (A **HISTÓRIA DO SEER**) Com o despontar da prontidão para a transição do fim do primeiro início para o interior do outro início, o homem não entra apenas, por exemplo, em um “período” que ainda não tinha se dado, mas ele entra antes em um âmbito completamente diverso da história. O fim do primeiro início ater-se-á ainda por um longo tempo à transição, | ||
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| + | Por mais certamente que a história do fim prossiga e, medida a partir dos dados presentes, por mais que ela se mostre mais “viva” e “mais rápida” e confusa do que nunca, a própria transição permanecerá o que há de mais questionável e antes de tudo o que há de mais desconhecido. O homem, em pequeno número e sem conhecer a si mesmo, se preparará em meio ao campo de jogo temporal do ser-aí e se reunirá em uma proximidade com o seer, proximidade essa que precisa permanecer estranha para todos aqueles que se encontram “próximos da vida”. A **HISTÓRIA DO SEER** conhece em longos espaços de tempo, que são para ela apenas instantes, acontecimentos apropriadores raros. Os acontecimentos apropriadores enquanto tais: o remetimento da verdade ao seer, a precipitação da verdade, a solidificação de sua inessência (da correção), | ||
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| + | O pensar. O visar do ser. O ser e a diferenciação em relação ao ente. O projeto do seer. O re-pensar do seer. A essenciação do seer. A história. O ser-aí. A linguagem e a saga. O “ente”. A questão transitória (por que é em geral o ente e não antes o nada?) A **HISTÓRIA DO SEER**. O ponto de vista da **HISTÓRIA DO SEER**. O incalculável. (tr. Casanova; GA65: 257) | ||
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| + | A concepção agora e futuramente essencial do conceito de filosofia (e, com isso, também a determinação prévia da conceptualidade de seu conceito e de todos os seus conceitos) é a concepção histórica (não uma concepção historiológica). “Histórico” significa aqui: pertencente à essenciação do seer mesmo, inserido na indigência da verdade do seer e, assim, ligado à necessidade daquela decisão, que dispõe em geral sobre a essência da história e sua essenciação. De acordo com isso, a filosofia é agora pela primeira vez preparação da filosofia sob o modo da edificação dos átrios mais imediatos, em cuja estrutura espacial a palavra de Hölderlin se torna audível, tendo a resposta por meio do ser-aí e em tal resposta tendo sido fundada como a língua do homem por vir. Assim, pela primeira vez, o homem entra na próxima vereda lenta em direção ao seer. A unicidade de Hölderlin em termos da **HISTÓRIA DO SEER** precisa ser fundada anteriormente e toda comparação marcada por uma historiologia da “literatura” e da poesia, todo julgamento e gozo “estéticos”, | ||
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| + | A determinação histórica da filosofia tem seu ápice no conhecimento da necessidade de criar a escuta para a palavra de Hölderlin. O poder ouvir corresponde a um poder dizer, que fala a partir da questionabilidade do seer. Pois isso é o mínimo que pode ser realizado para a preparação do espaço da palavra. (Se é que tudo não foi invertido ainda e transformado no elemento “científico” e “historiológico-literário”, | ||
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| + | A diferenciação toma a essência da metafísica conjuntamente com vistas ao acontecimento decidido nela, mas nunca decidido nem tampouco decidível por ela, suporta a história velada da metafísica (não a historiologia das opiniões doutrinárias metafísicas), | ||
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| + | Na transição da questão do ser metafísica para a questão do ser por vir, é preciso sempre pensar e questionar de maneira transitória. Com isso, a possibilidade de um juízo apenas metafísico do outro questionar é excluída. O outro questionar, porém, também não se revela aí como verdade “absoluta”; | ||
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| + | A filosofia no outro início pergunta sob o modo do questionamento da verdade do seer. Olhando a partir da esfera de visão da diferenciação que se tornou expressa entre ser e ente e computando a partir de uma comparação historiológica com a metafísica e seu modo de sair do ente, o questionar no outro início (o pensar da **HISTÓRIA DO SEER**) poderia aparecer como uma simples inversão, o que significa aqui o mesmo que uma tosca inversão. Mas precisamente o pensar da **HISTÓRIA DO SEER** sabe em relação à mera inversão que, nela, a mais tenaz e mais fatídica escravidão se faz valer; que ela não supera nada, mas que, na inversão, é apenas o inverso que chega pela primeira vez ao poder, de tal modo que se cria para ele a fixação e a completude até aqui faltantes. (tr. Casanova; GA65: 259) | ||
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| + | A inquirição do seer realizada em termos da **HISTÓRIA DO SEER** não é inversão da metafísica, | ||
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| + | O pensar da **HISTÓRIA DO SEER** pode se tornar questionável a partir de sua necessidade na interpretação prévia em quatro aspectos: 1) A partir dos deuses. 2) A partir do homem. 3) Com vistas à história da metafísica. 4) Como o pensar “do” seer. Esses quatro aspectos só se deixam perseguir aparentemente de maneira isolada. Em relação a (1) Conceber o pensar do seer a partir dos deuses parece de imediato algo arbitrário e “fantástico”, | ||
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| + | A negação do ser aos “deuses” só significa de início que o ser não se encontra “acima” dos deuses; mas também que esses não se encontram “acima” do ser. Com certeza, porém, “os deuses” necessitam do seer, com cuja sentença já é pensada a essência “do” seer. “Os deuses” precisam do seer não como a sua propriedade, | ||
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| + | Conceber a partir dos deuses o pensar da **HISTÓRIA DO SEER** é, contudo, “o mesmo” que a tentativa de uma indicação essencial desse pensar a partir do homem. (tr. Casanova; GA65: 259) | ||
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| + | Quem quer seguir algum dia a **HISTÓRIA DO SEER** sob os seus olhos e experimentar como o seer permanece de fora em seu próprio espaço essencial, entregando esse espaço por um longo tempo à sua inessência, | ||
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| + | A partir daí podemos deduzir, mesmo junto a um saber apenas aproximado sobre a **HISTÓRIA DO SEER**, que o seer precisamente nunca é definitivamente e, por isso, também nunca é apenas dizível de maneira “provisória”, | ||
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| + | O re-pensar do seer, a denominação de sua essência, não é outra coisa senão a ousadia de auxiliar o lançar-se para além dos deuses em direção ao seer e deixar pronta para o homem a verdade do verdadeiro. Com essa “definição” do pensar por meio daquilo que ele “pensa” realiza-se a completa saída de toda interpretação “lógica” do pensar. Pois esse é um dos maiores preconceitos da filosofia ocidental: achar que o pensar precisaria ser determinado “logicamente”, | ||
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| + | O re-pensar do seer não inventa para si um conceito, mas conquista aquela libertação do apenas ente, que torna a-propriado para a determinação do pensar a partir do seer. O re-pensar expõe na direção daquela história, cujos “acontecimentos apropriadores” não são outra coisa senão os choques do acontecimento da própria apropriação. Só podemos dizer isso, por sua vez, na medida em que dizemos: que isso acontece apropriadoramente: | ||
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| + | Quem se espantaria se essa indicação do primeiro fato-de-que da **HISTÓRIA DO SEER** fosse tomada na transição da metafísica para o repensar do seer como completamente arbitrária e incompreensível? | ||
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| + | O que é feito agora da diferenciação entre ente e seer? Agora, nós a compreendemos como o primeiro plano metafisicamente concebido e, com isso, já mal interpretado de uma de-cisão, que é o seer mesmo (cf acima n. 2). Essa diferenciação não pode mais ser lida a partir do ente e em prosseguimento em direção à generalização isoladora de seu ser. Por isto, ela também não pode ser justificada, | ||
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| + | O des-locamento consiste no acontecimento da apropriação do ser-aí; e isso de tal modo, com efeito, que no aí que se clareia (no a-bismo do que não possui Apolo nem proteção) o acontecimento da apropriação se subtrai. Des-locamento e retração se ligam ao seer enquanto acontecimento apropriador. Neste caso, não acontece nada no interior do ente, o seer permanece inaparente, mas pode acontecer com o ente enquanto tal de ele, voltado para a clareira do in-habitual, | ||
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| + | No primeiro início, uma vez que a physis se iluminou na aletheia e como ela, o es-panto era a tonalidade afetiva fundamental. O outro início, o início do pensar da **HISTÓRIA DO SEER**, é a-finado e previamente determinado pelo deslocamento. Esse abre o ser-aí para a indigência da falta de indigência, | ||
| + | Em suas formas prévias, em sua formação em direção à ciência, na trivialização e no acordo que transformam a ciência em um cálculo comum, a historiologia é inteiramente uma consequência da metafísica. Isso, porém, significa: uma consequência da **HISTÓRIA DO SEER**, do seer como história, por mais que o seer e a história permaneçam completamente velados, sim, se retenham até mesmo no velamento. (tr. Casanova; GA65: 273) | ||
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