obra:ga65:linguagem-281
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| + | ===== LINGUAGEM (GA65:281) ===== | ||
| + | Quando o divino invoca a terra, e esse chamado reverbera pelo mundo, ressoando como a essência da existência humana, a linguagem surge como um fenômeno histórico, servindo como o fundamento da própria história. | ||
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| + | A linguagem e o acontecimento se entrelaçam. A ressonância da terra e o eco do mundo criam uma interação dinâmica. Surge o conflito, marcando o estabelecimento inicial de uma divisão, revelando a fenda mais profunda. Esse é o espaço aberto. | ||
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| + | A linguagem, seja ela articulada ou não, representa o meio primário e mais profundo de humanizar a existência. Esse parece ser o caso. Entretanto, a linguagem também incorpora a desumanização mais fundamental do ser humano como entidade tangível e " | ||
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| + | A linguagem encontra suas raízes no silêncio. O silêncio é como a adesão mais oculta a um padrão. Ele adere a esse padrão estabelecendo medidas. Consequentemente, | ||
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| + | Linguagem, quer falada quer silenciada, a primeira e a mais ampla antropomorfização do ente. Assim o parece. Mas ela precisamente é a desantropologização mais originária do homem como ser vivo presente à vista e “sujeito” e como tudo até aqui. E, com isso, fundação do ser-aí e da possibilidade de desantropologização do ente. (GA65 §281; GA65AA:494) | ||
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