obra:ga62:aristoteles
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| + | ===== ARISTÓTELES ===== | ||
| + | **Resumo do ANEXO III // | ||
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| + | - A fundamentação da tarefa hermenêutica parte da constatação de que toda interpretação possui um ponto de vista (Blickstand), | ||
| + | - A explicitação da situação hermenêutica não é um reflexo filosófico posterior e vazio, mas pertence à execução mais própria da interpretação, | ||
| + | - O esboço apresentado se move em uma linha média, mostrando, a partir do familiar do questionamento fenomenológico, | ||
| + | - As investigações servem a uma história da ontologia e da lógica e, como interpretações, | ||
| + | - A explicitação da situação hermenêutica para as interpretações seguintes e a delimitação de seu campo temático decorrem da convicção fundamental de que a pesquisa filosófica, | ||
| + | - A possibilidade de efeito de uma pesquisa filosófica tornada passada sobre seu futuro nunca reside nos resultados como tais, mas fundamenta-se na originalidade do questionamento alcançada e concretamente desenvolvida, | ||
| + | - O objeto da pesquisa filosófica é o existir humano enquanto questionado sobre seu caráter de ser, e essa direção fundamental do questionamento não é algo externamente aplicado ao objeto, mas deve ser compreendida como a apreensão explícita de uma movência fundamental da própria vida fática. | ||
| + | - A vida fática tem o caráter de ser de que é pesada para si mesma e, em seu sentido fundamental, | ||
| + | - A própria história da filosofia só é objetivamente presente para a pesquisa filosófica de maneira relevante quando ela oferece não curiosidades múltiplas, mas simplicidades radicais dignas de pensamento, e quando, em vez de distrair para fins de enriquecimento do conhecimento, | ||
| + | - A apropriação preocupada da história significa, para uma época em cujo caráter de ser a consciência histórica é constitutiva, | ||
| + | - O existir fático é sempre apenas o inteiramente próprio, não o existir geral de uma humanidade qualquer, e a crítica da história é sempre apenas crítica do presente, devendo manter o olhar no presente para que ele pergunte de acordo com a originalidade que lhe é alcançável. | ||
| + | - A fixação da atitude histórica fundamental da interpretação decorre da explicitação do sentido da pesquisa filosófica, | ||
| + | - A pesquisa filosófica é ela mesma um determinado como da vida fática e, em sua execução, co-temporiza o ser concreto da vida, e a possibilidade dessa co-temporização funda-se no fato de que a pesquisa filosófica é a execução explícita de uma movência fundamental da vida fática e se mantém constantemente dentro dela. | ||
| + | - Na indicação da situação hermenêutica, | ||
| + | - A confusa plurivocidade da palavra " | ||
| + | - A plurivocidade do termo tem suas raízes no próprio objeto significado, | ||
| + | - O sentido fundamental da movência da vida fática é o cuidar, e no cuidado direcionado para algo está presente o para quê do cuidado da vida, que é o mundo respectivo, e o para quê do cuidado é o com quê do trato, de modo que o sentido de ser-real e de existir do mundo se funda e se determina a partir de seu caráter como com quê do trato cuidadoso. | ||
| + | - O mundo se articula, segundo as possíveis direções do cuidado, como mundo ambiente, mundo co-existente e mundo próprio, e a movência do cuidado manifesta múltiplas maneiras de execução e de referência ao com quê do trato, como manusear, prover, produzir, usar, possuir, manter em guarda e deixar perder. | ||
| + | - O trato cuidadoso tem seu com quê sempre em uma certa visão, e no trato está viva, co-temporizando-o e conduzindo-o, | ||
| + | - O com quê do trato é apreendido de antemão pela visão de circunstância como..., orientado para..., interpretado como..., e o objetual está aí como algo que significa de tal e tal maneira, de modo que o mundo encontra no caráter da significância. | ||
| + | - O trato cuidadoso tem não apenas a possibilidade, | ||
| + | - O olhar se executa como determinação que fala sobre e que se dirige a algo e pode se organizar como ciência, a qual é, portanto, uma maneira de trato com o mundo, temporizada pela vida fática para si mesma, e como tal movência de trato, é um modo de ser da vida fática e co-constitui seu existir. | ||
| + | - O estoque respectivamente alcançado de perspectividade cresce com a visão de circunstância, | ||
| + | - **Indicação da situação hermenêutica** | ||
| + | - A vida fática se move em uma determinada interpretação recebida, reelaborada ou recém-elaborada, | ||
| + | - A interpretação da vida, na qual ela mesma se encontra, traça as vias de execução da movência do cuidado, e nela é co-determinado um determinado sentido de existir da vida, o "como quê" e o " | ||
| + | - A movência do cuidado não é um processo que ocorre para si mesmo na vida em contraposição ao mundo existente, mas o mundo está na vida e para ela, não no sentido do mero ser tido como verdadeiro e ser contemplado, | ||
| + | - O cuidar não está apenas referido ao seu mundo, mas na movência do cuidado está viva uma inclinação do cuidado para o mundo como a tendência a se perder nela, a se deixar levar por ela, e essa tendência da preocupação é a expressão de uma tendência fundamental da vida fática de cair de si mesma e, nisso, de se perder no mundo e, aqui, de se desintegrar. | ||
| + | - Esse caráter fundamental da movência do cuidado é fixado terminologicamente como a inclinação à decadência da vida fática, que não é um processo objetivo, mas deve ser compreendido como um como intencional, | ||
| + | - A inclinação à decadência é tentadora, na medida em que oferece à vida, a partir do mundo, possibilidades de um facilitamento idealizante e, com isso, de um errar-se a si mesma; é tranquilizadora, | ||
| + | - A tendência à decadência é a movência fundamental não apenas do trato que produz e orienta, mas também da própria visão de circunstância, | ||
| + | - Devido à inclinação à decadência, | ||
| + | - O " | ||
| + | - A vida fática não é um processo, e a morte não é um cessar no caráter do interrompimento eventual desse processo, mas a morte é algo que está diante da vida fática, diante do qual ela está como algo inevitável, | ||
| + | - O ter diante de si a morte, tanto na maneira da preocupação fugitiva quanto na da preocupação que apreende, é constitutivo para o caráter de ser da facticidade, | ||
| + | - A morte, tida como iminente na maneira que lhe é própria de tornar visível a presença e o passado da vida, é, como constitutivo da facticidade, | ||
| + | - Em todo fugir de si, a vida é faticamente aí para si mesma, e no "para longe de si" ela se coloca e corre atrás do perder-se na preocupação mundana, tendo o " | ||
| + | - Todo trato tem sua visão de circunstância, | ||
| + | - O movimento contrário como preocupação com o não se perder da vida é a maneira em que se temporiza o possível ser próprio apreendido da vida, e esse ser de si mesmo acessível na vida fática para ela mesma é designado como existência, | ||
| + | - A possibilidade de apreender preocupadamente o ser da vida é ao mesmo tempo a possibilidade de errar a existência, | ||
| + | - O movimento contrário à tendência à decadência não deve ser interpretado como fuga do mundo, pois a toda fuga do mundo é próprio não intencionar a vida em seu caráter existencial, | ||
| + | - A preocupação da vida fática com sua existência não é um refletir egocêntrico, | ||
| + | - A facticidade e a existência não dizem o mesmo, e o caráter fático de ser da vida não é determinado pela existência, | ||
| + | - Se a filosofia não é uma ocupação inventada que apenas acompanha a vida, mas, como conhecimento questionador, | ||
| + | - O como de sua pesquisa é a interpretação desse sentido de ser sobre suas estruturas categoriais fundamentais, | ||
| + | - **Ontologia e Lógica da Facticidade** | ||
| + | - A problemática da filosofia diz respeito ao ser da vida fática, sendo a filosofia, nesse aspecto, ontologia principial, de modo que as ontologias regionais mundanas recebem seu fundamento problemático e seu sentido problemático da ontologia da facticidade, | ||
| + | - Ontologia e lógica são reconduzidas à unidade originária da problemática da facticidade e compreendidas como os desdobramentos da pesquisa principial que se deixa designar como a hermenêutica fenomenológica da facticidade. | ||
| + | - A pesquisa filosófica tem de tornar categorialmente transparentes as interpretações concretas da vida fática, as da visão de circunstância do cuidado e da visão da preocupação, | ||
| + | - A estrutura do objeto que caracteriza algo como fenômeno, a intencionalidade plena, não é outra senão a do objeto com o caráter de ser da vida fática, e a intencionalidade, | ||
| + | - A fenomenologia é a própria pesquisa filosófica radical e, se nela se vê apenas uma ciência preliminar para fins de fornecimento de conceitos claros, não se apreenderam seus motivos mais centrais, como se se pudessem esclarecer conceitos filosóficos fundamentais descritivamente sem a orientação fundamental central e sempre renovadamente apropriada ao objeto da problemática filosófica. | ||
| + | - A ideia da hermenêutica fenomenológica da facticidade inclui em si as tarefas da doutrina formal e material do objeto e da lógica, da doutrina da ciência, da " | ||
| + | - Na ideia da facticidade está o fato de que apenas o próprio, no sentido literal, o da própria época e geração, é o objeto genuíno da pesquisa, e devido à sua inclinação à decadência, | ||
| + | - A hermenêutica fenomenológica da facticidade, | ||
| + | - O dirigir-se e o interpretar que a própria vida fática executa sobre si mesma se deixam pré-dar a trajetória de visão e a maneira de falar pelo objetual mundano, e onde a vida humana é objeto do questionar que determina interpretativamente, | ||
| + | - A filosofia da situação atual se move em grande parte impropriamente na conceitualidade grega, cujos conceitos fundamentais perderam suas funções expressivas originais, recortadas para regiões de objeto determinadamente experimentadas, | ||
| + | - A filosofia da situação atual, ao estabelecer a ideia do homem, dos ideais de vida e das representações de ser sobre a vida humana, move-se em ramificações de experiências fundamentais que a ética grega e, sobretudo, a ideia cristã do homem e do existir humano temporizaram, | ||
| + | - A hermenêutica fenomenológica da facticidade, | ||
| + | - A pesquisa filosófica, | ||
| + | - **A Destruição Fenomenológica e a História da Antropologia** | ||
| + | - A imbricação das forças constitutivas decisivas do caráter de ser da situação atual, com vistas ao problema da facticidade, | ||
| + | - Fichte, Schelling e Hegel vêm da teologia e trazem de lá os impulsos fundamentais de sua especulação, | ||
| + | - A doutrina de Deus, da Trindade, do estado original, do pecado e da graça da escolástica tardia trabalha com os meios conceituais que Tomás de Aquino e Boaventura forneceram à teologia, o que significa que a ideia do homem e do existir da vida, estabelecida de antemão em todos esses âmbitos problemáticos teológicos, | ||
| + | - Ao mesmo tempo, Agostinho e, por meio dele, o neoplatonismo e, por meio deste último, novamente Aristóteles, | ||
| + | - A estrutura hermenêutica da comentaçãodas Sentenças de Pedro Lombardo, que até Lutero sustenta o desenvolvimento próprio da teologia, não está desvelada, e para ter uma medida para essas transformações, | ||
| + | - O centro de tal interpretação de Agostinho sobre as construções ontológico-lógicas fundamentais de sua doutrina da vida deve ser tomado nos escritos sobre a controvérsia pelagiana e sua doutrina da igreja, cuja ideia atuante do homem e do existir remete à filosofia grega, à teologia patrística fundamentada gregamente, à antropologia paulina e à do Evangelho de João. | ||
| + | - No contexto da tarefa da destruição fenomenológica, | ||
| + | - À luz do problema da facticidade estabelecido, | ||
| + | - A forma literária em que a pesquisa aristotélica é transmitida oferece o solo adequado para os intentos metódicos das interpretações seguintes, e no retorno a partir de Aristóteles, | ||
| + | - As pesquisas para a realização da tarefa da destruição fenomenológica têm como alvo a escolástica tardia e o período teológico inicial de Lutero, e desse ponto de vista, a atitude fundamental em relação à história e a direção do olhar para Aristóteles são determinadas. | ||
| + | - Toda interpretação deve sobressaltar seu objeto temático segundo o ponto de vista e a direção do olhar, tornando-o determinável adequadamente quando se consegue vê-lo com nitidez a partir do conteúdo determinativo acessível e, assim, retornar a uma delimitação adequada ao objeto, podendo a interpretação, | ||
| + | - A pergunta pelo "em si" significa desconhecer o caráter de objeto do histórico, e concluir da não encontratibilidade de tal "em si" para o relativismo e o historicismo cético é apenas o reverso do mesmo desconhecimento, | ||
| + | - **A Ontologia Aristotélica e o Ser da Vida Humana** | ||
| + | - A pergunta condutora da interpretação deve ser: como qual objetualidade e com qual caráter de ser o ser-humano, que está na vida, é experienciado e interpretado, | ||
| + | - O campo objetual que fornece o sentido de ser original é o dos objetos produzidos e utilizados no trato, não o campo de ser das coisas como uma espécie de objeto apreendida teorética e objetivamente, | ||
| + | - Ser significa estar produzido e, como produzido, ser relativamente significativo e disponível para uma tendência de trato, e quando o ente é objeto da visão de circunstância ou mesmo da apreensão que olha por si mesma, ele é abordado segundo sua aparência, e a apreensão que olha se explicita no dirigir-se e no falar sobre, sendo o "o quê" abordado do objeto e sua aparência de certa forma o mesmo. | ||
| + | - O que é abordado no logos como tal é o ente propriamente, | ||
| + | - O que no ente vem à preservação em termos de trato como seu ser, o que o caracteriza como posse, é o seu estar-produzido, | ||
| + | - As estruturas ontológicas surgem como explicitações de uma determinação que se dirige e olha, ou seja, pelo caminho de uma pesquisa que toma em determinadas perspectivas o campo de ser trazido à pré-posse por uma experiência fundamental e o articula nessas perspectivas. | ||
| + | - As pesquisas cujo objeto é experienciado e tido no caráter do ser-movido, em cujo "o quê" é co-dado algo como movimento, devem proporcionar o acesso à fonte motivacional própria da ontologia aristotélica, | ||
| + | - A pesquisa é uma maneira de trato que olha e tem sua gênese determinada a partir do trato preocupado e orientado, tornando-se compreensível apenas a partir deste com relação à maneira de seu trato, que é o questionar de algo sobre seu "em vista de quê" e seu "a partir de onde", sendo a visão nessa gênese fornecida pela interpretação prévia de Metafísica A 1 e 2. | ||
| + | - O compreender que olha e determina é apenas uma maneira em que o ente vem à preservação: | ||
| + | - Aristóteles interpreta as diferentes maneiras de esclarecimento do trato, segundo as regiões de ser correspondentes, | ||
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