obra:ga50:justica
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| + | ===== JUSTIÇA ===== | ||
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| + | * Nietzsche mantém os nomes "o Verdadeiro" | ||
| + | * A manutenção da " | ||
| + | * A conservação, | ||
| + | * O firmamento, porém, consolida a cada vez o devir, e o Verdadeiro, porque é o constante, apresenta o real efetivo, que é devir, justamente como ele não é, sendo, portanto, o não adequado ao " | ||
| + | * Nietzsche pensa, de fato, a essência da verdade dessa maneira, definindo-a como o tipo de erro sem o qual um determinado tipo de seres vivos não poderia viver, sendo o valor para a vida que decide em última instância, e embora a verdade seja um valor necessário para a vontade de poder, ela não vale como a medida de valor suprema, nem muito menos como o poder supremo. | ||
| + | * A verdade é a condição da conservação da vontade de poder, mas a conservação permanece sendo a maneira necessária, | ||
| + | * Na essência do aumento de poder assim compreendida realiza-se o " | ||
| + | * Nietzsche chama a arte de " | ||
| + | * A arte é a condição suficiente de si mesma, condicionada pela vontade de poder como aumento, e, portanto, o valor decisivo no modo de ser do poder, e, na medida em que o aumento permanece mais essencial na essência da vontade de poder do que a conservação, | ||
| + | * Como valor necessário, | ||
| + | * A arte abre, transfigurando, | ||
| + | * Como o brilho transfigurador, | ||
| + | * A plena essência daquilo que Nietzsche chama de verdade e delimita inicialmente como aparência necessária para o poder contém não apenas a referência à arte, mas só pode ter seu fundamento determinante unitário naquilo que, unitariamente, | ||
| + | * Simultaneamente, | ||
| + | * No início da metafísica, | ||
| + | * Esse esquecimento, | ||
| + | * Por isso, a essência da verdade no sentido do desvelamento também jamais pode ser reintroduzida no pensamento moderno, porque ela já sempre e ainda vigora nele, apenas transformada, | ||
| + | * A verdade como garantia de duração do poder está essencialmente referida à arte como aumento do poder, e verdade e arte são unificadas na essência a partir da simples unidade da vontade de poder, tendo aqui a plena essência da verdade seu fundamento determinante oculto, e o mais íntimo que impulsiona a vontade de poder para seu extremo é que ela quer a si mesma em seu sobrepoderamento: | ||
| + | * Desde que o ente enquanto tal no todo começou a se desenvolver na modalidade da subjetividade, | ||
| + | * O homem torna-se, assim, o fundamento e a medida, postos sobre si mesmos, da verdade sobre o ente enquanto tal, e nisso está contido que, com o desenvolvimento do ser como subjetividade, | ||
| + | * A libertação para a nova liberdade é, " | ||
| + | * A segurança, porém, deve agora ser realizada a partir do próprio homem e para ele mesmo, e nessa nova liberdade a humanidade quer estar segura do desenvolvimento incondicionado de todas as faculdades para o domínio irrestrito sobre toda a terra, e a partir dessa segurança o homem está certo do ente e de si mesmo, sendo essa certeza a essência da própria verdade, que se torna a garantia, assegurada pelo próprio homem, de todo ente para seu estabelecimento senhorial em sua totalidade. | ||
| + | * A nova liberdade aponta para o desenvolvimento da nova essência da verdade, que se instala inicialmente como a autocerteza da razão representante, | ||
| + | * A mundanização do cristão no " | ||
| + | * A nova liberdade, portanto, só começa na metafísica da vontade de poder a elevar sua plena essência à lei de uma nova legalidade, e é com essa metafísica que a nova era começa, pela primeira vez, a partir do pleno domínio de sua essência, sendo que o que a precede é um prelúdio, e a metafísica moderna, até Hegel, permanece uma interpretação do ente enquanto tal, cujo logos é experimentado teológica e cristãmente como razão criadora e fundado no " | ||
| + | * O cristianismo continua presente na história, mas através de modificações, | ||
| + | * A esse ser deve corresponder, | ||
| + | * A justiça é, como "modo de pensar", | ||
| + | * O modo de pensar da justiça é " | ||
| + | * O pensamento " | ||
| + | * As três determinações da essência da justiça como modo de pensar não estão apenas dispostas segundo sua hierarquia, mas dizem, ao mesmo tempo e sobretudo, da movimentação interna desse pensamento, que, edificante, ergue-se para a altura, sobre-eleva-se a si mesmo, distingue-se contra o que não lhe é adequado e o desenraíza em suas condições, | ||
| + | * A justiça é, portanto, o "mais alto representante da própria vida", e " | ||
| + | * A essência do ser determina-se assim como subjetividade, | ||
| + | * A vontade de poder é a representação que estabelece valores, e o " | ||
| + | * O mais alto da vontade de poder consiste em estabelecer as condições de si mesma, e ela se apodera de sua essência ao estabelecer " | ||
| + | * A essência da verdade, assumida por toda metafísica e preservada, ainda que no esquecimento total, é o fazer aparecer como desvelamento do oculto, ou seja, a não-ocultação, | ||
| + | * Para pensar a essência da justiça de acordo com essa metafísica, | ||
| + | * A essência do direito, porém, é delimitada por Nietzsche como a vontade de eternizar uma relação de poder respectiva, e a justiça é então a capacidade de estabelecer o direito assim compreendido, | ||
| + | * " | ||
| + | * "Bem e mal" são os nomes para os pontos de vista da valoração anterior, que reconhece um suprassensível em si como a lei vinculante, e o olhar através das perspectivas para os valores supremos anteriores é " | ||
| + | * O poder que vê longe ultrapassa, como perspectivo e, portanto, estabelecedor de valores, todas as perspectivas anteriores, sendo aquilo de onde parte a nova valoração e o que a domina: "o princípio da nova valoração", | ||
| + | * A justiça é um ultrapassar, | ||
| + | * A justiça visa aquela humanidade que deve ser golpeada e domesticada para aquele golpe que possui a aptidão essencial para estabelecer o domínio incondicionado sobre a terra, pois somente por meio dele o ser incondicionado da pura vontade de poder vem à manifestação diante de si mesma, ou seja, ao poder, sendo a justiça a atribuição pré-edificante das condições que asseguram uma " | ||
| + | * O " | ||
| + | * Porque a justiça sustenta e domina todo fazer aparecer e todo desvelamento, | ||
| + | * A verdade permanece apenas enquanto um tipo de " | ||
| + | * A vontade de poder, como caráter fundamental do ente, justifica o eterno retorno do mesmo como a " | ||
| + | * Essa justificação não consiste nem na adequação ao existente nem na invocação de leis válidas em si, pois toda pretensão a uma justificação desse tipo permanece, no âmbito da vontade de poder, sem fundamento e sem eco, consistindo, | ||
| + | * Pelo fato de um ente se colocar como uma figura da vontade de poder no círculo de poder, ele já está no direito, isto é, na vontade que ordena a si mesma seu sobrepoderamento, | ||
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